O Tribunal da Comarca de Luanda, em Angola, condenou dois cidadãos russos a penas de prisão por espionagem e terrorismo, estando os arguidos detidos desde agosto de 2025, na sequência da investigação aos protestos provocados pela greve dos taxistas.
Segundo Euro News, Lev Lakshtanov e Igor Ratchin foram condenados esta quarta-feira pelo Tribunal de Luanda a oito e 11 anos de prisão por terrorismo e espionagem.
Os cidadãos russos estavam detidos em Angola desde agosto de 2025, juntamente com dois cidadãos angolanos, na sequência do do protesto dos taxistas, ocorrido em Luanda em julho do ano passado, contra o aumento dos combustíveis e das tarifas dos transportes públicos. Neste protesto morreram pelo menos 22 pessoas, 197 ficaram feridas e mais de 1200 foram detidas em todo o país.
Os acontecimentos de 28 a 30 de julho de 2025 estenderam-se por várias zonas do país, com atos de vandalismo e danos registados em veículos de entidades públicas, mas também de particulares.
Agências bancárias, lojas e supermercados também foram alvo de saques. Registaram-se igualmente confrontos entre alguns cidadãos, nomeadamente jovens, e elementos da polícia.
Estes quatro cidadãos foram presos por causa desse protesto sob a acusação de instigação pública ao crime, prática de crimes de espionagem, organização e financiamento ao terrorismo, corrupção ativa de funcionários, entre outros crimes.
Os procuradores angolanos acusaram os cidadãos russos de planearem atividades destinadas a desestabilizar Angola, “preparando um golpe de Estado” e tentando “assumir o controlo dos ativos económicos nacionais”.
