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“É tempo de fazer mais”- Filipe Nascimento é o novo Presidente do Governo Regional do Príncipe

“Não temos margem para falhar” disse o jovem presidente da RAP que quer uma Governação “dialogante, transparente, aberta, de terreno e de proximidade, inclusiva, capaz de absorver todos os contributos da massa critica da nossa sociedade civil e, voltada para o resultado.”

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Foto: Governo de STP

Jovem de 30 anos de idade, licenciado em Direito e Mestre em Direito do Ambiente, com um vasto percurso académico e associativo, Filipe Nascimento foi empossado esta terça-feira, 18 de agosto, Presidente do Governo Regional e considerou que ” é tempo de fazer mais” por Príncipe e por São Tomé e Príncipe.

Foto: STP-press

No seu discurso de tomada de posse, Filipe Nascimento dedicou as primeiras palavras para elogiar, Tozé Cassandra que esteve há mais de uma década na Presidência do Governo da Região Autónoma do Príncipe (RAP). “Nenhum outro Governante santomense, desde a nossa independência em 1975 tem igual registo ou igual património de transformação positiva da realidade e de transformação positiva da qualidade de vida da população,” disse Filipe Nascimento sobre a Presidência do Engenheiro Tozé Cassandra que agora se vai preparar para concorrer a Presidência da República de São Tomé e Príncipe.

Filipe Nascimento disse que quer “continuar o legado de transformação e modernização da ilha do Príncipe” e melhorar a qualidade de vida da população da região. Com as pessoas no centro das suas preocupações, o novo presidente da RAP disse que vai criar “um plano de desenvolvimento regional” para ordenar e organizar a região e resolver os “crónicos problemas como o saneamento, habitação e distribuição equilibrada de terras.”

A melhoria das infraestruturas também serão apostas que o novo Presidente do Governo da Região Autónoma do Príncipe quer concretizar no seu mandato. Tozé conseguiu melhorar o aeroporto e Filipe Nascimento considera que agora “precisamos de mobilizar parceiros e engajar o financiamento suficiente para, finalmente, vermos construído o prometido porto sustentável.” Filipe Nascimento quer “melhorar as estradas” e referindo-se ao facto da ilha do Príncipe não dispor da internet fibra ótica, olhou nos olhos do Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus e disse que “estamos a tempo de corrigir tamanha injustiça.”

O Presidente da RAP propôs ao Primeiro-Ministro “cooperação e lealdade institucional” para “avançar em matérias fundamentais”. O novo Presidente da RAP que é advogado de profissão, destacou que no sector da justiça quer “juízes e magistrados permanentes e um estabelecimento prisional fixo no príncipe.” Na ligação inter-ilhas onde dezenas de pessoas já perderam vida nos vários naufrágios, Filipe Nascimento pediu “maior segurança e preços mais acessíveis no transporte de pessoas e mercadorias” e, no sector do comércio pediu “preços de produtos equiparados com os da ilha de São Tomé.”

O Sector da educação não ficou de fora. o Presidente do Governo Regional disse que “no próximo ano deverá ser assinado o protocolo para a construção do novo liceu” na região. Filipe Nascimento prometeu aposta no ensino profissional e quer “garantir a universalização dos cuidados de saúde primários” e conseguir a “modernização do sistema regional da saúde.”

A Região Autónoma do Príncipe é Reserva da Mundial da Biosfera e o novo presidente da RAP, Mestre em Direito Ambiental, prometeu manter “a sustentabilidade ambiental que potenciou o turismo de qualidade” e gerou muito emprego na região e fazendo “entrar divisas no país, robustecendo a economia e equilibrando a nossa balança comercial.”

Na agricultura, Filipe Nascimento quer “garantir a segurança alimentar” e regressar ao comércio exportável do “cacau, café e frutos tropicais.” Segundo o novo presidente da RAP “a nossa cultura e o desporto devem contar com uma aposta progressiva” tendo considerado que “a juventude representa um imprescindível ativo para o nosso país” tal como a diáspora que “necessidade de serem criadas condições para melhor aproveitamento do seu potencial.”

Foto: STP-press

O pós covid-19, segundo Filipe Nascimento exige um governo regional combativo. “Não temos margem para falhar” disse o jovem presidente da RAP que quer uma Governação “dialogante, transparente, aberta, de terreno e de proximidade, inclusiva, capaz de absorver todos os contributos da massa critica da nossa sociedade civil e, voltada para o resultado.”

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