Reportagem: Graciety: 13 anos de sofrimento à espera de uma solução

“As vezes quando eu fico a ir para Escola eu caio. Eu tenho que levantar assim mesmo e ir para escola porque não tem como”.

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A equipa da Rubrica "Lembá em Movimento" foi conhecer a história de Graciety Gomes.

Graciety Gomes tem 17 anos, frequenta o 11º ano na Escola Secundária Básica de Neves, distrito de Lembá. Quando ainda andava na quarta classe sofreu uma doença que lhe veio a condicionar os movimento das pernas. “Mesmo na escola tanto como em casa eu tenho dificuldade em andar. Tem que ser com parede. Se não for com parede eu caio”. conta Graciety à reportagem Lembá em Movimento.

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Segundo os pais da Graciety todos os procedimentos para obtenção da Junta Médica já foram feitos. “Nós fizemos documentos, mas nós ficamos com dificuldade de família para recebê-la lá em Portugal…Procuramos mais de 6 ou 7 pessoas.”

Por falta de condições financeiras Graciety não dispõe de uma cadeira de rodas ou outro meio de locomução, por isso faz o percurso a pé até a escola. Um percurso que se torna mais difícil em tempo de chuvas. “As vezes quando eu fico a ir para escola eu caio. Eu tenho que levantar assim mesmo e ir para escola porque não tem como”.

Graciety conta que sofre bullying na escola e tem poucos amigos. “As pessoas que estão lá na escola, praticamente elas só ficam a rir de mim. Elas acham que não tem pessoas deficientes no mundo”.

A jovem revela que desde 7ª classe que os professores de Educação Física lhe obrigam a fazer exercícios físicos. Como não consegue, por causa da deficiência, sempre teve negativas nesta disciplina. “Diretor disse que não é problema dele“. Graciety conta ainda que “quando eu estava a estudar na 10ª classe falei professor que eu não posso fazer educação física porque eu tenho problema. Assim mesmo professor me dá negativa na pauta porque ele diz que eu tenho que fazer educação física”. Entretanto neste ano letivo Graciety começou a ter positivas em Educação Física porque o seu novo professor compreende a sua situação. “Ele compreendeu a minha dificuldade e ele me deu 13 na pauta”.

Reportagem: Rubrica Lembá em Movimento

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