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PJ queimou 296 cápsulas de cocaína transportadas no organismo por guineenses

A Polícia Judiciária são-tomense queimou hoje 296 cápsulas de cocaína que os dois cidadãos da Guiné-Bissau, detidos no domingo, transportaram no organismo, desde Brasil até São Tomé e Príncipe.

Lusofonia -
DROGAS-QUEIMA

Todas as drogas apreendidas, com exceção das amostras que serão utilizadas em processo junto ao Tribunal, foram queimadas na Lixeira de Penha, a cerca de três quilómetros da capital são-tomense, numa operação com a presença de um procurador do Ministério Público.

“O objetivo é destruir tudo. Vamos deixar apenas duas amostras para serem apresentadas como prova no julgamento no tribunal”, explicou o diretor da PJ.

O diretor da PJ, Samuel Antínio revelou que foram encontradas mais 19 cápsulas de cocaína, elevando para 298 (mais de 5 quilos) o total de embalagens de droga que os dois cidadãos da Guiné-Bissau transportaram no organismo.

Segundo Samuel António, o processo de expulsão da droga do organismo dos dois cidadãos guineenses está concluído, sendo que “um indivíduo trouxe 164 e outro 134” cápsulas de cocaína no organismo.

“Sabemos que no nosso país a questão de segurança põe-se muito em causa, mas a Polícia Judiciária hoje em dia é uma instituição com muita segurança”, afirmou o diretor da PJ, Samuel António, face às situações de desaparecimento de drogas na PJ antes da sua liderança.

Os cidadãos de 34 e 67 anos foram detidos no aeroporto de São Tomé, provenientes do Brasil via Portugal, numa “operação exclusiva da PJ, que já vem monitorando e seguindo esta organização criminosa há meses, e que contou com o apoio do Ministério Público, Serviços de Migração e Fronteiras” e parceiros internacionais.

Samuel António avançou que os “indivíduos já foram entregues ao Ministério Público” e a PJ continua a investigar o caso que levou também à detenção de um cidadão são-tomense suspeito de ser o “cérebro” da organização e que tinha na sua posse “materiais informáticos diversos e vários documentos pessoais [de terceiros],” com destaque para passaportes cabo-verdianos e são-tomenses.

Na terça-feira, o diretor da PJ referiu que “estes produtos (cocaínas] são comercializados a um valor que ronda os 1.500 euros por cápsula”, estimando o valor total da cocaína apreendida em mais de 10.462.500 dobras são-tomenses (418.500 euros).

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