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Presidente da República quer espírito reformista e democrático nas Forças Armadas

O Presidente da República, Carlos Vila Nova, defendeu, no sábado, 13, que “é absolutamente necessário” reforçar a “disciplina” e “o incontornável princípio democrático” nas Forças Armadas e sua sujeição às autoridades civis”.

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Rádio Somos Todos Primos

No seu primeiro discurso no ato oficial das FASTP, enquanto chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe (FASTP), Carlos Vila Nova recordou que “há algum tempo que as FASTP deram início a um processo de reforma para melhor ajustarem à defesa dos superiores interesses do país e contrariarem as novas ameaças que assumem cada dia formas mais distintas e subtis”.

Diante de cerca de 400 soldados, entre os quais 14 mulheres, que fizeram juramento de bandeira, n sábado, 13 de novembro, e centenas de populares que assistiram o ato, o Presidente da República afirmou que “este processo nunca foi, nem será no futuro retilíneo”, realçando que tem havido “avanços e recuos, próprios de uma matéria tão sensível e melindrosa” que nos últimos anos também se viu afetada pela crise e consequências da pandemia da covid-19.

“Mas, o que importa é que não se perca o foco naquilo que é preciso fazer. O espírito reformista e a capacidade de se adaptar às novas circunstâncias devem em permanência fazer parte da nossa atuação quotidiana, para que não nos escapem as exigências do nosso tempo”, defendeu o Chefe de Estado.

“É absolutamente necessário”, disse, reforçar a imagem das Forças Armadas, “rejuvenescer os órgãos do comando, reforçar a disciplina e o incontornável princípio democrático e de organização da submissão das autoridades militares às autoridades civis”.

Carlos Vila Nova considerou que “é imperativo continuar a trabalhar na melhoria da reorganização do comando das Forças Armadas, a prontidão e a preparação técnica e operacional das tropas, racionalizar o efetivo nacional e definir um melhor equilíbrio entre as diferentes componentes, ao mesmo tempo que se melhora as condições de vida e de trabalho, bem como o equipamento das diferentes formações.”

No seu discurso, destacou alguns passos já dados na reforma, como “a instalação de um Estado Maior das Forças Armadas” e o ramo da Guarda Costeira, que “tem vindo a afirmar-se nitidamente, pela sua especificidade na defesa da integridade territorial” do país e “introduziram inquestionavelmente maior coerência e rigor na gestão da defesa e segurança nacional”.

“É nesta senda de reforma que as Forças Armadas têm de continuar, sempre atentas às reais condições do nosso país, à defesa intransigente da democracia e do respeito pelo seu caráter republicano e às novas ameaças globais e o modo como localmente elas podem impactar a nossa sub-região e o nosso próprio país,” afirmou o Presidente da República.

A cerimónia de juramento de bandeira acontece tradicionalmente no dia 06 de setembro, dia das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, mas há dois anos que não se realizava devido a pandemia da covid-19.

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