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Movimento Basta felicita PM eleito e quer contribuir para implementar reformas no país

“O Movimento Basta, enquanto força política que estará presente na Assembleia Nacional ao longo da próxima legislatura, manifesta total disponibilidade para colaborar e contribuir na implementação das necessárias e imperiosas reformas de que o país carece”, refere o coordenador do Basta, Salvador dos Ramos.

País -
Rádio Somos Todos Primos

O Movimento Basta, que elegeu dois deputados ao parlamento são-tomense, felicitou o primeiro-ministro eleito, Patrice Trovoada, e manifestou “total disponibilidade para colaborar” na implementação de “reformas de que o país carece”.

Em comunicado datado de terça-feira, o coordenador do Movimento Basta, Salvados dos Ramos, endereçou “as mais vivas felicitações” ao presidente da Ação Democrática Independente, Patrice Trovoada, que elegeu 30 dos 55 assentos no parlamento são-tomense, onde 28 deputados representam a maioria absoluta.

“Em nome da direção nacional, dos aderentes, amigos e simpatizantes do Movimento Político Basta, tenho a honra de endereçar-lhe as nossas mais vivas felicitações pela vitória alcançada pelo seu partido nas eleições do dia 25 de setembro último”, refere Salvador dos Ramos.

“O Movimento Basta, enquanto força política que estará presente na Assembleia Nacional ao longo da próxima legislatura, manifesta total disponibilidade para colaborar e contribuir na implementação das necessárias e imperiosas reformas de que o país carece, assim como em matérias legislativas que concorram para que se edifique um São Tomé e Príncipe democrático, próspero, inclusivo e economicamente sustentável”, acrescentou o coordenador do movimento político que surgiu cerca de três meses antes das eleições.

Este comunicado surge um dia após os juízes do Tribunal Constitucional (TC) são-tomense terem rejeitado uma coligação entre o movimento Basta e os partidos UDD e MDFM/UL após as legislativas.

O Movimento Basta, o Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL) e a UDD apresentaram na quinta-feira um pedido de coligação e agrupamento dos votos das três candidaturas antes da atribuição definitiva dos mandatos das eleições legislativas são-tomenses, que foi rejeitado pelo Tribunal Constitucional (TC).

“Da leitura do requerimento do movimento Basta, MDFM e UDD, alicerçado no artigo 26.º da lei eleitoral, é nosso entender, no meu entender, na minha análise, que não pode ser procedente”, disse o juiz-presidente do TC, na segunda-feira, no início dos trabalhos da assembleia de apuramento geral das eleições legislativas, realizadas em 25 de setembro.

Entretanto, em nota separada, o Movimento Basta felicitou “o povo de São Tomé e Príncipe pela maneira ordeira e responsável como participou no ato eleitoral do passado dia 25 de setembro, o que permitiu a cada eleitor exercer o seu direito de sufrágio, escolhendo o concorrente de sua preferência para governar” o país nos próximos quatro anos.

“A direção do movimento Basta aproveita a feliz ocasião para agradecer a todos os membros aderentes, simpatizantes e amigos do Movimento pelos esforços consentidos durante todo o processo eleitoral, pela confiança depositada na nossa candidatura e por continuarem a acreditar no Basta como a alternativa que o país precisa e reclama”, lê-se na nota de imprensa assinada pelo coordenado do movimento Basta, Salvador dos Ramos.

A Ação Democrática Independente (ADI) venceu, com maioria absoluta de 30 deputados, as eleições legislativas de São Tomé e Príncipe, segundo os resultados definitivos divulgados na segunda-feira pelo Tribunal Constitucional.

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), do atual primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, que procurava um segundo mandato nestas eleições, recebeu 25.287 votos, equivalentes a 18 deputados.

O líder do MLSTP/PSD e primeiro-ministro cessante garantiu na terça-feira que vai “respeitar os resultados” das legislativas de 25 de setembro e felicitou a ADI, vencedor com maioria absoluta, prometendo “uma oposição construtiva”.

A terceira força política no parlamento são-tomense, com cinco eleitos, será a coligação Movimento de Cidadãos Independentes – Partido Socialista / Partido de Unidade Nacional (MCIS-PS/PUN, mais conhecido como ‘movimento de Caué’, distrito no sul da ilha de São Tomé), após ter tido 4.995 votos.

Com mais votos, mas menos mandatos, foi o resultado do movimento Basta – que absorveu o histórico Partido da Convergência Democrática (PCD) e acolheu ex-membros da ADI. O Basta, que tinha como um dos cabeças de lista o presidente do parlamento, Delfim Neves, avançou pela primeira vez para as urnas e obteve um total de 6.788 votos, elegendo dois deputados.

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