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Governo e ADI rejeitam debate de urgência pedido pelo MLSTP sobre ataque a quartel

“ADI com esta atitude demonstra claramente que não quer contribuir para esclarecer a situação, optando por manobras dilatórias quando o primeiro-ministro dissera que tudo deve ser esclarecido e os culpados severamente sancionados”, sublinha o MLSTP/PSD.

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Rádio Somos Todos Primos

O grupo parlamentar da ADI e o Governo são-tomense rejeitaram hoje o pedido do MLSTP/PSD, maior partido da oposição, para realizar um debate de urgência sobre o ataque ao quartel-general das Forças Armadas, ocorrido na passada sexta-feira, para “não atrapalhar o processo”, denunciou o MLSTP/PSD em comunicado.

“Segundo o líder [do grupo parlamentar] da ADI o debate de urgência pode atrapalhar o processo em curso estimulando especulações e o ministro dos Assuntos Parlamentares posicionando na mesma linha dizendo que o Governo pouco ou quase nada tem a acrescentar uma vez que o processo passou para a alçada do outro órgão (Tribunal)”, lê-se na declaração do grupo parlamentar do MLSTP/PSD, enviada à RSTP.

Num vídeo divulgado no Facebook da Assembleia Nacional a secretária da mesa da Assembleia, Bilaine Ceita, disse que os líderes das bancadas parlamentares “deliberaram não agendar” o debate solicitado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), por o considerar “inoportuno”.

A conferência de líderes contou com a presença da presidente do parlamento, Celmira Sacramento, do ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Gareth Guadalupe, e dos líderes parlamentares.

A Ação Democrática Independente (ADI, partido do primeiro-ministro, Patrice Trovoada) detém maioria absoluta na Assembleia Nacional (30 dos 55 deputados), seguida do MLSTP, com 18 eleitos; Movimento de Cidadãos Independentes, Partido Socialista e Partido de Unidade Nacional (MCI/PS-PUN), com cinco deputados, e dois do movimento Basta.

O pedido do MLSTP foi a votos, tendo a ADI votado contra, o MLSTP a favor, enquanto o MCI se absteve.

“ADI com esta atitude demonstra claramente que não quer contribuir para esclarecer a situação, optando por manobras dilatórias quando o primeiro-ministro dissera que tudo deve ser esclarecido e os culpados severamente sancionados”, sublinha o MLSTP/PSD.

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