UE e FAO financiam com 1ME o recenseamento da agricultura de São Tomé e Príncipe

O setor primário emprega mais de metade da população são-tomense, e corresponde em cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 90% das receitas de exportação do país.

Economia -
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A União Europeia e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) financiam com 1,070 milhões de euros o terceiro recenseamento geral da agricultura são-tomense para a produção de dados estatísticos fiáveis da agricultura do país. 

“A realização do recenseamento geral agrícola colocará a disposição das autoridades dados estatísticos fiáveis e atualizados sobre o setor, melhorando as ferramentas de planeamento e monitoria das iniciativas para o desenvolvimento da agricultura”, sublinhou a embaixadora da UE para Gabão e São Tomé e Príncipe, Rosário Bento Pais.

Durante a assinatura da convenção de financiamento do recenseamento que decorreu na quinta-feira em São Tomé, a representante da UE acrescentou que o estudo “fornecerá anualmente dados atualizados sobre a produção e áreas agrícolas, gado e aquacultura, rendimentos domésticos e situação alimentar e nutricional do país”, fornecendo as autoridades “uma base de dados que apoie a tomada de decisões e investimentos”.

O setor primário emprega mais de metade da população são-tomense, e corresponde em cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 90% das receitas de exportação do país.

“Este projeto insere-se nas atividades que a União Europeia está a desenvolver com as autoridades de São Tomé e Príncipe para apoiar a implementação dos planos nacionais de desenvolvimento do país, que definem como um dos seus principais objetivos aumentar a produção e a diversificação agrícola e expandir a exportação, realçando o papel da agricultura na criação do emprego, no reforço da segurança alimentar, na redução da pobreza e da dependência de importações alimentares”, disse Rosário Bento Pais.

Os únicos recenseamentos agrícolas de São Tomé e Príncipe foram realizados em 1964 e 1990, estando em desacordo com as orientações internacionais.

“Mandam as boas normas e práticas internacionais que os recenseamentos agrícolas tenham lugar de cada dez em dez anos, pelo que se torna claro e evidente que o país reclama pela sua realização, sob pena de se comprometer a eficácia e eficiência aquando da planificação dos grandes eixos prioritários no domínio da agricultura”, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Alberto Pereira, que assinou a convenção de financiamento com os representantes da UE e da FAO.

O terceiro recenseamento geral da agricultura de São Tomé e Príncipe tem a duração de 30 meses e vai abranger também os subsetores das pescas, da pecuária e da silvicultura, e as suas atividades vão permitir o fortalecimento das capacidades técnicas e operacionais dos técnicos dos ministérios da Agricultura e do Plano e Finanças, bem como do Instituto Nacional de Estatística.

A União Europeia contribuiu com 970 mil euros, cabendo o restante valor à FAO.

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