Presidente da República em visita de Estado de quatro dias a Cabo Verde a partir de domingo

O programa oficial da visita de Carlos Vila Nova arranca na manhã de segunda-feira, 13 de março, com a receção pelo homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves, no Palácio Presidencial, na Praia, seguindo-se um encontro entre ambos, a cerimónia de condecoração e uma conferência de imprensa.

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CARLOS VILA NOVA

O Presidente de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, inicia no domingo uma visita de Estado de quatro dias a Cabo Verde, durante a qual receberá a Ordem Amílcar Cabral, segundo a Presidência cabo-verdiana.

Esta deslocação chegou a estar prevista para iniciar-se a 26 de novembro passado, mas foi então cancelada devido à tentativa de golpe de Estado em São Tomé e Príncipe nos dias anteriores.

A visita, de acordo com informação da Presidência da República de Cabo Verde, vai envolver um programa distribuído entre as ilhas de Santiago e de São Vicente, inserindo-se “no quadro dos laços históricos, de amizade e cooperação que unem os dois povos e países”, traduzindo “o elevado patamar das relações e os vínculos mais genuínos de irmandade e consanguinidade” marcados “por um passado comum”.

O programa oficial da visita de Carlos Vila Nova arranca na manhã de segunda-feira, 13 de março, com a receção pelo homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves, no Palácio Presidencial, na Praia, seguindo-se um encontro entre ambos, a cerimónia de condecoração e uma conferência de imprensa.

A distinção com a Ordem Amílcar Cabral, explica a Presidência da República, representa um “gesto de reconhecimento pela singularidade dos laços” entre os dois povos e “o empenho, sentido de liderança e revigorante aposta do chefe de Estado são-tomense no fortalecimento das relações” e “o seu contributo para uma cada vez melhor inserção da comunidade cabo-verdiana” que reside naquele país.

Ainda na segunda-feira, o Presidente de São Tomé e Príncipe será acolhido em sessão solene da Assembleia Nacional e receberá as chaves da cidade da Praia, nos Paços do Concelho, além de depositar uma coroa de flores no Memorial Amilcar Cabral.

À tarde, Carlos Manuel Vila Nova reúne-se com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, antes de visitar algumas instituições na capital cabo-verdiana.

Na terça-feira cumpre um programa ao interior da ilha de Santiago, com deslocações ao Museu da Resistência, no ex-Campo de Concentração do Tarrafal, e à Universidade de Santiago, encontrando-se mais tarde, já na Praia, com a comunidade são-tomense residente em Cabo Verde.

Na quarta-feira, o chefe de Estado desloca-se a ilha de São Vicente, onde recebe as chaves da cidade do Mindelo, visita o Porto Grande, o Centro Nacional de Arte e Design, a Universidade Técnica do Atlântico, a Frescomar e o Centro Oceanográfico.

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe mantêm um “importante quadro de cooperação bilateral”, recorda a Presidência cabo-verdiana, a qual abarca setores como a Educação, a Saúde, a Justiça, as Pescas, a Agricultura, além das Novas Tecnologias, Economia Digital, Governação Eletrónica, Turismo, Administração Pública, mas também ao nível do setor privado.

No texto do decreto que em novembro aprovou a atribuição da Ordem Amílcar Cabral, primeiro grau, ao Presidente Carlos Vila Nova, o chefe de Estado cabo-verdiano afirmava que “São Tomé e Príncipe e Cabo Verde são dois arquipélagos irmãos”, unidos por “um percurso histórico secular, feito de suor, dor e sangue, mas também de esperança, de alegrias partilhadas e, sobretudo, da comum determinação de conquistar o direito a ser donos do seu próprio destino, num contexto de liberdade, de dignidade e de autodeterminação e soberania”.

José Maria Neves já atribuiu esta medalha em março do ano passado, durante a visita de Estado à Praia, ao Presidente de Angola, João Lourenço, enquanto o seu antecessor, Jorge Carlos Fonseca, concedeu o mesmo galardão em 2021 a Umaro Sissoco Embalo, Presidente da Guiné-Bissau.

Ainda no mesmo decreto, José Maria Neves recordava “as circunstâncias dramáticas em que muitos cabo-verdianos e cabo-verdianas foram levados a partir para as chamadas terras do sul”, numa “verdadeira emigração forçada então empreendida pelas autoridades coloniais, abriram caminho a uma convivência humana em que, de sol a sol, ombro a ombro, são-tomenses e cabo-verdianos passaram a enfrentar juntos as agruras desses tempos de todas as privações”.

A presença em São Tomé e Príncipe “de uma relevante comunidade de cabo-verdianos e seus descendentes, já na quarta geração, reforça ainda mais esta profunda ligação” entre os dois povos e Estados, “estimulando e facilitando entendimentos convergentes sobre as metas a alcançar no relacionamento bilateral, bem como sobre problemáticas e desafios globais na arena internacional, com especial enfoque naqueles que mais diretamente afligem os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento”, refere ainda.

Fonte: Agência Lusa

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