PCD é primeiro partido integrante do Movimento BASTA até as legislativas

“Nós estamos na génese do surgimento do movimento, mas não se trata de ceder ao movimento”, explicou o presidente do PCD, Danilson Cotú.

País -
PCD

O Partido de Convergência Democrática (PCD) antecipou a oficialização do Movimento Bastas, e na segunda-feira, anunciou que vai concorrer às eleições autárquicas e legislativas são-tomenses integrado no recém-criado Movimento BASTA!, mas vai continuar a existir enquanto partido político com todas as suas estruturas, anunciou fonte oficial.

“Ciente de que o país precisa de mudar, rumo ao progresso e bem-estar coletivo, cientes da necessidade de se travar a desunião entre os são-tomenses, a decadência económica, social e política que enfermam as pretensões de todos, o PCD, Partido de Convergência Democrática, tomou a decisão de juntar-se a um amplo movimento que possa congregar os filhos desta terra, os quadros técnicos e todos que queiram juntar esforços para trabalhar em prol de São Tomé e Príncipe”, disse o presidente do PCD.

De acordo com Danilson Cotú, a decisão é da Comissão Política do PCD e foi depois homologada pelo Conselho Nacional visando “concorrer as eleições legislativas e autárquicas de 25 de setembro de 2022 integrado ao Movimento BASTA!”.

“Não se trata apenas de uma coligação, porque nós no passado recente já integramos muitas coligações. Nós entendemos que o momento é para darmos um passo mais significativo em prol do país”, explicou o presidente do PCD.

Danilson Cotú afirmou que “o PCD continuará a existir como partido político com todas as suas estruturas” que passarão a estar dentro do Movimento BASTA!.

“Nós estamos na génese do surgimento do movimento, mas não se trata de ceder ao movimento. Trata-se de tentar mais uma vez de encontrar um espaço onde se possa trabalhar de forma direta e abnegada em prol de São Tomé e Príncipe”, esclareceu.

O líder do PCD realçou que ao integrar o Movimento BASTA!, os militantes e dirigentes do PCD “vão desempenhar funções” para “trabalhar em torno da vitória deste movimento” adiantando que poderá ser o caso do atual presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, um do principais líder do PCD, que é apontado como mentor do Movimento BASTA!.

“O nosso companheiro Delfim Neves, caso assim for necessário, poderá estar dentro de uma ou outra estrutura do movimento, caso assim acontecer [será] sinal apenas do mandato que nós estamos a dar”, explicou Danilson Cotú.

Cotú foi ainda questionado sobre as recentes acusações feitas pelo partido Ação Democrática Independente, que na semana passada criticou o Tribunal Constitucional por ilegalidade na redistribuição de mandatos dos deputados por ciclo eleitoral antes da atualização dos cadernos eleitorais.

“Se na base desse caderno eleitoral [atual], o Presidente da República marcou as eleições, então o Tribunal Constitucional tem toda a legitimidade de na base daquele mesmo caderno eleitoral fazer uma redistribuição dos mandatos ao nível dos distritos”, disse.

“No nosso entender o Tribunal Constitucional não cometeu nenhum tipo de irregularidade, muito pelo contrário, o Tribunal Constitucional decidiu alicerçando nos mesmo elementos que o Presidente da República decidiu”, defendeu o líder do PCD.

De acordo com Danilson Cotú, trata-se apenas da ação da oposição que deveria desde o momento que o Presidente da República decidiu marcar as eleições” chamar a atenção do chefe de Estado “para o risco” da situação.

Relativamente a atualização dos cadernos eleitorais antes das eleições de 25 de setembro, Danilson Cotú referiu que “existindo condições para que tal aconteça, o PCD não vai criar bloqueios nenhum”.

Atualmente o PCD lidera uma coligação parlamentar com o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD) com uma bancada parlamentar de cinco deputados.

A coligação PCD-MDFM-UDD faz parte do Governo são-tomense liderado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD) que ascendeu ao poder em 2018.

Últimas

Topo