O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o governo são-tomense, promoveu durante dois dias na capital do país um workshop para adoção de uma nova abordagem sistémica e de portfólio, visando contribuir para uma mudança transformadora no arquipélago.
A nova abordagem enquadra-se no âmbito do programa do PNUD para São Tomé e Príncipe para o período 2023-2027.
“No PNUD reconhecemos a necessidade imperativa de uma mudança de paradigma na forma como apoiamos os países na sua trajetória de desenvolvimento, é por isso que defendemos uma abordagem de portfólio, gerindo um conjunto diversificados de intervenções complementares em vez de basearmos em projetos únicos”, disse a representante do PNUD em São Tomé e Príncipe, Lovita Ramgutte.
A atividade que reuniu representantes das instituições públicas e privadas, visa fomentar a colaboração entre diversos setores e atores para enfrentar de forma sistémica as questões relacionadas à coesão social, com intuito de contribuir para três efeitos de desenvolvimento, dentre eles, aumento de confiança, melhoria da qualidade de vida e visão de futuro.

Segundo Lovita Ramgutte “esta abordagem permite igualmente uma gestão adaptada através da aprendizagem interativa e de ajustamento baseados em provas emergente e contextos em mudanças”.
“Por conseguinte, permite flexibilidade, uma vez que podemos adaptar a abordagem ao contexto e desafios locais específicos. Vemos uma série de benefícios na adoção desta abordagem, por exemplo, ao conseguir o maior impacto e uma mudança duradoura”, precisou a representante do PNUD.
“Esta abordagem também reduz os riscos e minimiza os investimentos em intervenções mais sucedidas”, acrescentou Ramgutte, que avançou ainda que “alguns países da África estão nas fases iniciais desta abordagem de carteira e o PNUD/Angola é o pioneiro da sua adoção”.

O evento foi presidido pelo ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que defendeu a necessidade de implementar esta estratégia, para que os resultados sejam satisfatórios.
“Nós estamos a falar de uma ação prática mais que teórica, onde a ideia básica passa por transformações, inclusive a nossa identidade de valores culturais e institucionais, e a sociedade civil também é autora do mesmo no âmbito do compromisso, não só de funcionários públicos se não de pessoas e de mais instituições para que houvesse aquilo que indispensavelmente nós precisamos alinhar para a promoção de desenvolvimento sustentável”, defendeu, Tiny dos Ramos.
A iniciativa pretende ainda fortalecer a resiliência institucional, impulsionar a inovação social e garantir que os programas de desenvolvimento sejam alinhados com as prioridades nacionais e internacionais.
