Várias casas ficaram destruídas e várias famílias desalojadas, na sequência de ventos fortes que atingiram o país na noite de quinta-feira, 3 de abril, sem registar vítimas mortais. O Governo já prometeu “ajuda possível a todos os sinistrados, sem deixar ninguém para trás”.
“Danificou minha casa toda, partiu casa toda, toda coisa está partida. Televisor plasma estragou, rádio estragou, todos os materiais da escola das meninas estragaram todo. Eu não tenho nada mais, não tenho onde ficar, estou sem o que fazer” relatou uma das vítimas.
“Houve muitas desgraças, mas não desgraça de morte. Há quem chapa arrancou em cima de casa, madeiras destruiu muitas coisas, fio da energia, internet e assim foi “, referiu outra cidadã.
Também a Rádio Jubilar anunciou a destruição do seu sistema de painéis solares.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INM) os ventos terão atingido 80 km/h.
“Eu posso informar que foi um vento muito forte. […] Não é algo normal, porque outra coisa também que eu posso garantir-vos é que teve uma direção do sul. Normalmente esses ventos movidos de leste é com essa velocidade. É por isso que nós temos que fazer uma monitorização do país todo. Nós temos aqui um microclima e não só, para sabermos de certeza, seguramente qual intensidade atingiu em São Tomé”, disse o diretor do INM, Aristómenes Nascimento.
Em comunicado enviado à RSTP, o Governo refere que o temporal ocorreu “enquanto decorria a reunião do Conselho de Ministros” e que “os relatos preliminares do Serviço de Protecção e Civil e Bombeiros e do Hospital Ayres de Menezes não indicam a perda de qualquer vida humana, apesar de inúmeros danos materiais”.

“Após à elaboração do relatório definitivo na medida das possibilidades do país, o Conselho de Ministros autorizará a atribuição da ajuda possível a todos os sinistrados, sem deixar ninguém para trás”, lê-se no documento.
Acrescenta ainda que “sobre a situação das 13 (treze) famílias residentes em Pinheira e que ficaram sem teto como consequência de um vendaval ocorrido recentemente, o Conselho de Ministros destaca a solidariedade comunitária e familiar que permitiu acolher 7 (sete) famílias” que considerando a proposta da autarquia local e demais alternativas analisadas, “foi aprovada a solução mais viável a ser implementada pelos Ministros da Agricultura e das Infraestruturas, e que abrange todas as famílias afectadas, incluindo as 6 (seis) que estão em situação mais difícil”.
