Iniciativa cívica Flá Vón Vón cria Comissão Técnica Multidisciplinar para fiscalização das obras da marginal

A iniciativa não pretende causar a obstrução ou paralisação da obra, mas analisar com rigor, numa comissão que integra especialistas de várias áreas sociais.

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Flá VonVon

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A iniciativa cívica Flá Vón Vón prosseguiu com a criação de uma Comissão Técnica Multidisciplinar com o objetivo de fiscalizar as obras de reconstrução da marginal, que segundo esta organização, têm sido conduzidas pelo Estado com “secretismo e omissão”.

Criada com o objetivo de promover o debate público e a cidadania participativa, a iniciativa cívica independente Flá Vón Vón tem incentivado a análise das alegadas irregularidades nas obras de reconstrução da marginal através criação da Comissão Técnica Multidisciplinar de Cidadão.

“Esse processo tem um histórico em iniciativa do Flá Vón Vón. Nos meados de junho  fizemos uma nota olhando para a marginal e pedindo esclarecimentos às autoridades, mas não houve nenhuma resposta dos mesmos”, frisou Luisélio Pinto, editor da iniciativa.

De acordo com o editor da iniciativa, embora tenham sido detectadas irregularidades no projeto, a iniciativa não pretende causar a obstrução ou paralisação da obra, mas analisar com rigor, numa comissão que integra especialistas de várias áreas sociais.

“Na verdade não há intenção de obstruir ou de causar perturbação na obra. A intenção é muito clara é de analisar com vigor  e com capacidade. Estamos  a falar de uma equipa que junta os especialista de várias áreas, como do ambiente, património, económico , arquitetura entre outros”, acrescentou.

Luisélio ressaltou ainda que a atual requalificação tem provocado uma perda da identidade histórica, afetando a noção de pertença e identidade coletiva.

“Se formos ver, parece que a  grande preocupação são aspetos das rodovias e da proteção costeira que sabemos que é uma zona frágil, mas depois os aspetos são intangíveis que é por exemplo simbologia das pertenças de identidades que está a desaparecer”, disse  Luisélio Pinto.

A Comissão emitiu pedido formal de acesso à documentação técnica e procedimental do projecto, com cópia a várias entidades nacionais e internacionais, incluindo o “Ministério das Infraestruturas e Recursos Natura, Instituto Nacional de Obras Públicas e Urbanismo (INOPU), Direcção-Geral do Ambiente, Direcção do Cadastro, Laboratório de Engenharia Civil, Agência Fiduciária de Administração de Projectos (AFAP), Embaixada do Reino dos Países Baixos, Banco Europeu de Investimento (BEI), Banco Mundial”.

A iniciativa Flá Vón Vón lamentou a forma como o governo tem gerido o projeto com “secretismo, omissão, vazio de informação e incapacidade de prestar esclarecimento”.

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