Um homem foi hospitalizado na ilha do Príncipe na sequência de uma alegada agressão por agentes da polícia durante a detenção após uma denúncia por suspeita de violência doméstica, e segundo o comandante da Polícia Judiciária da Região Autónoma, será aberto um inquérito para apurar os factos.
De acordo com os familiares, o indivíduo não agrediu a esposa e realçou que a mesma confirma.
“Como um agente de PJ viu o mesmo a falar com a sua mulher, ligou para o comando informando que ele bateu na mulher e a mesma confirma que não foi agredida”, acrescentou Ronaldo Tavares, familiar da vítima.
Segundo o comandante, a operação teve início após uma denúncia de violência doméstica. Os agentes de polícia efetuaram a detenção do cidadão, que por ter oferecido resistência, acabou alegadamente agredido.
O comandante referiu também que abrirá um inquérito para punir os envolvidos.
“Entrei a par da situação. Comuniquei a polícia e nós vamos abrir um inquérito para averiguar a situação. Se durante o inquérito percebemos que houve um excesso por parte da polícia, vamos instaurar um processo criminal. E deixamos bem claro aos familiares que estamos totalmente abertos para colaborar no que for precisou”, frisou o comandante da polícia judiciária da ilha do Príncipe.
Os familiares acusam os policiais de terem recorrido a uma força desproporcional durante a operação, onde causou graves fraturas no indivíduo.
“As testemunhas confirmam que ele não bateu na mulher e os polícias quando chegaram para ter essa pedagogia de conversar saber o que passou. Só pegaram no meu tio agrediram ele, algemaram e levaram para cela… pegaram no bastão e deram- lhe na cabeça, costas e nas mãos”, sublinhou Ronaldo Tavares, familiar da vítima.
O caso está a gerar reações entre os familiares, que exigem maior proteção dos direitos dos cidadãos durante intervenções policiais e o reforço da formação dos agentes em contextos de violência doméstica.