Gerciley Guadalupe, formado em Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, defendeu que a cibersegurança deve ser uma prioridade estratégica para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, destacando os desafios e oportunidades que a proteção digital oferece ao país.
Segundo Guadalupe em entrevista ao programa Voz da Juventude da RSTP, o número de profissionais certificados em cibersegurança ainda é muito baixo no país, o que representa tanto uma ameaça quanto uma oportunidade para quem deseja atuar no setor.
“Como o país ainda está numa fase de transição digital, seria uma boa oportunidade para as pessoas conhecerem mais da parte de informática. A cibersegurança é uma área em que podemos trabalhar para qualquer país, vivendo em São Tomé, e seria uma forma de ajudar o país a proteger-se de ataques”, disse.
O especialista também alertou para a necessidade de empresas e instituições manterem seus sistemas atualizados e bem protegidos, evitando riscos tanto internos quanto externos.
“Devemos criar formas de sensibilizar os jovens e profissionais para que tenhamos cibersegurança no país. Quanto mais tivermos, mais seguro será o país. Muitos ataques não vêm apenas de dentro, mas também do exterior”, afirmou.
Gerciley Guadalupe ressaltou ainda a importância da formação contínua e da inovação tecnológica. Para ele, os jovens devem começar cedo a desenvolver competências digitais, experimentando com ferramentas de informática, programação e segurança digital.
“Desde pequeno, é importante usar o computador, conhecer algumas ferramentas interessantes, se for para cibersegurança ou programação, tentar digitar um pouco mais rápido. Com acesso à internet e ao computador, conseguimos avançar mais na informática”, sublinhou.
O especialista reforçou que investir em cibersegurança não é apenas proteger dados, mas também criar oportunidades de inserção no mercado global, permitindo que profissionais são-tomenses atuem remotamente para empresas de outros países.
“A cibersegurança é uma área promissora. Se investirmos nela, podemos transformar a forma como o país se insere no mercado tecnológico internacional, além de proteger nossas próprias instituições”, precisou.
Com uma visão estratégica voltada para tecnologia, formação e proteção digital, Guadalupe acredita que São Tomé e Príncipe pode avançar rapidamente, preparando jovens e profissionais para enfrentar os desafios do futuro digital.