A sétima edição da Quinzena da Cidadania arrancou na segunda-feira, 10 de novembro, sob o lema “Sociedade civil nos 50 anos da independência”, com o objetivo de refletir sobre o contributo e os desafios da sociedade na defesa e promoção de várias causas em prol do desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.
“Hoje, mais do que nunca, reconhecemos que uma sociedade civil forte, informada e ativa é pilar essencial da democracia e da boa governação. É também motor da transformação social, promotora de transparência e guardiã de valores que sustentam a cidadania plena”, ressaltou o presidente da Federação das Organizações Não Governamentais de São Tomé e Príncipe (FONG-STP), Cristiano Costa.
Costa sublinhou também a importância da sociedade civil como “pilar essencial na defesa dos direitos humanos, promoção da transparência, igualdade de género, protecção ambiental e de luta pela justiça social”.
Contudo, apesar da ativa participação das ONGs, através da sociedade civil, estas têm enfrentado desafios, e deixaram apelos por mais apoio institucional do Estado e de parceiros de desenvolvimento.
“Precisamos consolidar o lugar das ONGs no Estado são-tomense e isto exige reconhecimento institucional, fortalecimento de capacidades, sustentabilidade financeira e parceria estratégica”, disse Cristiano.
“Entendemos que, em democracia, o fortalecimento da sociedade civil é uma das chaves para construir o futuro. A cooperação internacional é essencial e deve estar ao serviço do reforço da cidadania local, mas não a substituir”, acrescentou Nelson Dias, representante da Associação para Cooperação Entre os Povos (ACEP).
A sétima edição da Quinzena da Cidadania, coincide com os 50 anos da independência nacional, e as atividades irão decorrer até o dia 19 de novembro, e serão marcadas por palestras, feira de livros e workshops, que serão realizados de forma descentralizada em São Tomé e na Ilha do Príncipe.
