O Governo são-tomense entregou a proposta do Orçamento Geral de Estado (OGE) para 2026, avaliado em 233 milhões de euros, que afirma ser mais dependente de receitas internas devido à diminuição da ajuda externa, e contempla “só aquilo que se espera de facto realizar”.
O ministro da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, referiu que o documento prevê uma diminuição das despesas de investimento em mais de 30 milhões de euros relativamente ao OGE de 2025, porque “houve muita diminuição das ajudas externas” desde que o arquipélago foi graduado para país de rendimento médio, em dezembro de 2024.
O Governo decidiu cortar cerca de 32 milhões de euros relativamente ao OGE de 2025, de 265 milhões de euros, do qual admitiu que se realizou “muito pouca coisa” ficando execução abaixo dos 50%.
“O que nós decidimos fazer [agora] é o exercício de pôr no orçamento aquilo que se espera de facto realizar”, precisou o governante.
“Nós temos que começar a viver de acordo com as nossas possibilidades […] vamos ter que fazer a economia crescer muito mais do que ela cresceu em 2025, e para isso também é preciso que nós, enquanto Governo, reconheçamos que nós temos que resolver o problema da energia, e também o problema da água”, declarou.

O ministro de Estado, Economia e Finanças de São Tomé e Príncipe falava, na sexta-feira (29), após entregar a proposta de OGE para 2026 à presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento.
Gareth Guadalupe sublinhou que é a primeira vez nas últimas décadas que o OGE são-tomense é entregue antes do ano da execução, por isso apelou ao Parlamento para que o documento seja analisado e votado ainda em dezembro, a fim de começar a ser executado em janeiro.
Gareth Guadalupe disse que o OGE prioriza os setores da educação (16%), saúde (15,8%) e infraestruturas (cerca de 7,9%), seguindo as linhas orientadoras da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável 2026-2040 (ENDS), que o Governo vai apresentar aos parceiros num fórum de investimento em dezembro, em Bruxelas, passando uma imagem de estabilidade e continuidade.
“Independentemente do governo que estiver em funções em 2026, há projetos que nós não devemos deixar para trás”, apontou, designando o porto, o aeroporto e a energia.
