Seis jovens angolanos morreram carbonizados dentro de carro em Lisboa

As causas do acidente estão a ser investigadas pela Brigada de Investigação de Acidentes de Viação da PSP, juntamente com o Ministério Público, estando ainda por apurar se o condutor tinha carta de condução, tendo em conta que tinha como documento de identificação o cartão do cidadão.

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Seis jovens angolanos morreram carbonizados na madrugada deste domingo dentro de um carro na Avenida das Forças Armadas, em Lisboa. A informação foi confirmada pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal.

As vítimas tinham entre os 18 e os 20 anos. O condutor tinha 19. No carro seguiam outros dois homens e três mulheres. 

À agência Lusa, uma fonte da PSP indicou que uma viatura ligeira “despistou-se, embateu num pilar e incendiou-se”.

As causas do acidente estão a ser investigadas pela Brigada de Investigação de Acidentes de Viação da PSP, juntamente com o Ministério Público, estando ainda por apurar se o condutor tinha carta de condução, tendo em conta que tinha como documento de identificação o cartão do cidadão.

Em declarações aos jornalistas no local do acidente, Dinarte Diniz, do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, afirmou que o carro estava sobrelotado.

“Havia seis passageiros, duas [pessoas] à frente e quatro no banco de trás”, pelo que se pode concluir que pelo menos um jovem não tinha cinto de segurança.

Segundo Dinarte Diniz, foi um agente da PSP de serviço à embaixada dos Estados Unidos em Lisboa que presenciou o acidente e alertou as autoridades.

Foi tudo muito rápido. O agente presenciou o acidente, mas quando chegou ao local a viatura já estava a arder e de imediato acionou os meios de emergência. Passado alguns minutos estavam os meios de emergência no local”, disse, dando conta de que o carro embateu no passeio e foi projetado para o parque de estacionamento.

O alerta foi dado às 3h40 da manhã. A equipa dos Bombeiros Sapadores de Lisboa deslocou-se ao local para retirar os corpos.

O Instituto de Medicina Legal também esteve presente para identificar as vítimas mortais, cujos pertences foram destruídos pelas chamas.

A circulação no local, que esteve condicionada, já voltou à normalidade, com a estrada reaberta.

Fonte: LUSA, RTP.

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