O proprietário do edifício na Avenida Giovani, ocupado durante anos por um grupo de barbeiros, garantiu que adquiriu o imóvel através de um processo legal e transparente, tendo avançado com as obras de requalificação do imóvel.
O advogado, afirmou que o imóvel foi adquirido de forma legal em 2019. Trata-se de um dos edifícios mais antigos da capital são-tomense, que, durante as últimas décadas, foi ocupado por um grupo de barbeiros e alguns comerciantes.
“Eles ocuparam o edifício durante muito tempo e introduziram uma ação judicial no qual ganharam e, a partir daí, tornaram-se legítimos proprietários do imóvel. Porém, depois de a Filicon comprar o imóvel, surgiram diversas pessoas a reivindicar a propriedade”, explicou o advogado, Pedro Sequeira.
De acordo com o advogado, essa situação levou o processo novamente à justiça, mas a empresa afirma que voltou a vencer. Ainda assim, segundo a empresa, os ocupantes recusaram cumprir várias ordens das autoridades para desocuparem o edifício, motivo pelo qual a Filicon decidiu avançar definitivamente com as obras.
“Houve uma sentença judicial, datada de 31 de março de 2021, que confirmou a legitimidade da Filicon como proprietária do edifício, ficando o processo julgado e transitado em julgado. […] A Filicon não tem feito nada de forma ilegal, como se pode ver. Todo o nosso esforço tem sido para agir de boa-fé, e quem está a sofrer com tudo isso é a própria empresa, porque tem enfrentado atrasos na obra, ameaças e ocupações ilegítimas”, afirmou.
A empresa assegura ainda que, nesta fase da obra, não será necessária a deslocação dos taxistas que trabalham em frente ao imóvel, permitindo que continuem a exercer a sua atividade enquanto os trabalhos decorrem com normalidade.
