Tchiloli de São Tomé e Príncipe inscrito na lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade

O Tchiloli, um teatro popular que remota à tragédia de D. Carloto, é apresentado num espaço aberto durante festivais ou eventos públicos, e envolve atores, músicos e a participação do público.

Cultura -
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O Tchiloli, teatro de São Tomé e Príncipe foi inscrito na lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO durante na 20.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda, a decorrer até sábado em Nova Deli, Índia.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla inglesa) felicitou o Estado Parte pela sua primeira inscrição, reconhecendo a “perseverança e empenho em complementar o processo de candidatura”, um percurso que havia sido iniciado em 2015.

Segundo a documentação disponível no ‘site’ da organização, novos estudos foram lançados em 2023, após a perda da documentação, com o objetivo de apoiar o processo de candidatura, culminando na inclusão do Tchiloli no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial em 2024.

O Tchiloli, um teatro popular que remota à tragédia de D.Carloto, é apresentado num espaço aberto durante festivais ou eventos públicos, e envolve atores, músicos e a participação do público.

“A história [do Tchiloli] gira em torno de um julgamento por homicídio e envolve cerca de trinta atores. Esses atores representam diferentes papéis no sistema judiciário: a família da vítima, o imperador e sua corte, e várias figuras jurídicas e públicas”, lê-se na documentação, sendo a cena principal “um julgamento público onde o filho do imperador é acusado do crime”, “ilustrando o valor da igualdade perante a lei”.

Tendo em vista a proteção e valorização desta prática cultural, a UNESCO propõe medidas de salvaguarda, a serem implementadas pela Rede Tchiloli com apoio técnico, financeiro e logístico do Governo são-tomense, como a organização de concursos e eventos, a divulgação de materiais sobre o teatro, a transmissão de conhecimentos e competências relacionados com a prática, com foco na formação de jovens, a expansão da Rede Tchiloli, e a criação de centros de recursos, um museu vivo e simpósios científicos sobre Tchiloli.

O Xigubo, uma dança guerreira tradicionalmente praticada no sul de Moçambique, que também era candidato para a lista da UNESCO, não foi inscrito porque a organização considerou que “as informações incluídas no dossiê não são suficientes” para permitir ao Comité determinar os critérios para a inscrição na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

CRÉDITO- Lusa

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