A Associação Somos + promoveu uma conferência dedicada à reflexão e criação de estratégias comuns para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, dando voz, sobretudo, aos jovens que reivindicam políticas públicas e maior inclusão.
O encontro realizado na quarta-feira, 10, foi marcado por debates e em vários painéis com vários jovens líderes e especialistas nacionais que destacaram a necessidade de criar condições que permitam a juventude alcançar maiores oportunidades, tendo em conta que representam mais de 70% da população são-tomense.
O orador Paulo Jorge Cassandra defendeu que para os próximos 50 anos deve-se apostar mais na educação, nas ciências, na economia digital e no desenvolvimento tecnológico, “para gerar riqueza e oportunidades” para que o jovens “que nem estudam, nem trabalham”, possam adquirir competências e consigam desempenhar outras funções, além de recorrer à Administração Pública ou trabalhos informais.
Refletindo sobre os desafios nacionais, o orador sublinhou que o país necessita de, pelo menos, quatro pilares essenciais para garantir um desenvolvimento sustentável.
“Precisamos de ter uma energia estável, uma internet ampla e qualidade, uma administração pública eficaz, amiga do setor privado, menos burocrática, mais simples, mais transparente e digital, mais importante, o desenvolvimento do capital humano”, precisou Paulo Jorge Cassandra, defendendo a necessidade de estratégia para o efeito.
A oradora Edneusa Joaquim, defendeu que é preciso a união da sociedade para promover e defender as causas nacionais, em detrimentos de causas individuais e luta pelo protagonismo.
“Se lutarmos todos com apenas um objetivo, pelas causa de todas as pessoas, conseguiríamos colmatar algumas dificuldades que existem no nosso país”, sublinhou.
“Do jeito que está, nós vamos ver que daqui a 10, 20, 30 anos, se continuar desse jeito, as coisas tenderão a piorar e não é isso que queremos”, acrescentou, Edneusa Joaquim.
A associação Somos + promove esta conferência de reflexão e identificação de uma visão estratégica comum para o desenvolvimento de STP numa altura em que o país celebra os seus 50 anos de independência.
