Advogado acusa juiz de liderar quadrilha que orquestrou processo ilegal sobre imóvel na Avenida Geovani

O advogado foi mais longe, denunciando indícios de crimes, envolvendo funcionários da Direção dos Registos e Notariados, e pelo facto de se ter criado uma representação “ad hoc”.

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O advogado Hamilton Vaz acusou o juiz Leonel Pinheiro de ter liderado “uma quadrilha” que orquestrou um processo “inquinado” de usucapião para atribuir o direito de propriedade de um imóvel na Avenida Geovani a um grupo de que fazia parte o seu irmão.

Hamilton Vaz afirmou que “um grupo de mafiosos” onde o juiz Leonel Pinheiro acionou o processo de usucapião, onde o seu irmão estava por detrás.

“O senhor Leonel Pinheiro teleguiou o processo […] é um juiz bandido, mafioso, malandro, que orquestra processo onde o irmão está por detrás”, afirmou o advogado, afirmando que, acrescentando que o adquirente, “mal pegou o prédio”, vendeu-lhe para terceiro.

Hamilton Vaz denunciou ainda a celeridade com que o processo terá sido decidido, em menos de seis meses, por isso pede intervenção do Conselho Superior de Magistratura, contra o juiz Leonel Pinheiro.

“O processo foi tão breve que até nas férias judicias de 2019 o processo correu porque ele tinha interesse declarado no processo, era o seu irmão. Esse processo tem que ser inspecionado pelo Supremo, tem que se instaurar processo disciplinar a esse juiz”, defendeu, Hamilton Vaz.

O advogado foi mais longe, denunciando indícios de crimes, envolvendo funcionários da Direção dos Registos e Notariados, e pelo facto de se ter criado uma representação “ad hoc”.

 Hamilton Vaz disse que  a parte que representa, tem um contrato de arrendamento com o verdadeiro dono do imóvel, submeteram vários processos para travar o despejo e obras iniciadas pelo grupo que adquiriu a propriedade recentemente, mas até ao momento não teve decisão judicial.

O Sindicato do Magistrados emitiu um comunicado em sua defesa, onde repudia o comportamento do advogado Hamilton Vaz e pede à Ordem dos Advogados que abra um processo disciplinar contra o mesmo.

“Vem a ASSIMAJUS mais uma vez repudiar e condenar a forma como determinados indivíduos exercem a advocacia em São Tomé e Príncipe, em total desrespeito pelos magistrados e instituições”.

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