Os jovens universitários de São Tomé e Príncipe, Ludmilo Bastos e Alcino Sousa, defenderam a realização de eleições justas, transparentes e livres de interferências, sublinhando a importância da consciencialização dos eleitores, em particular da juventude no país.
A posição foi expressa no “Podcast Voz do Amanhã” da RSTP, pelo vice-secretário da Associação dos Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologias (FCT) da Universidade de São Tomé e Príncipe, que destacou a necessidade de garantir a independência da justiça eleitoral no país.
“Para que haja a justiça eleitoral, a eleição deve ser justa, e para que a eleição seja justa ela precisa de eleitores que gozam de faculdades mentais justas, uma vez garantida a salubridade dos eleitores, então, logo importa que, o processo deva ser conduzido sem interferências, quer da parte governativa, cultural ou da parte política”, defendeu Ludmilo Bastos.
“Os eleitores não podem ser coagidos a votos nem persuadidos. Os eleitores devem votar de uma forma tranquila, justa que possa garantir a legitimidade do seu governante pós as eleições, e assim, em São Tomé e Príncipe até a presente data podemos assim admitir de que as eleições são justas e pacificas”, acrescentou.
Ludmilo Bastos defendeu ainda que os jovens desempenham um papel decisivo na consolidação da democracia, devendo participar ativamente em fóruns de debate, envolver-se no associativismo e atuar como vigilantes do processo eleitoral
“Podem também participar em campanhas cívicas de associativismo, podem participar nas tomadas de decisões, por exemplo, uma sociedade cívica organizada, ela poderá de certo modo, ajudar na vigilância das urnas enquanto o processo eleitoral estiver patente, e, por conseguinte, estarem atentos e vigilantes naquilo que são e passarão a ser as execuções dos projetos meramente feitas em campanhas políticas”, precisou.
“Os cidadãos podem também acompanhar e fiscalizar as campanhas eleitorais, podem participar nos debates e discussões eleitorais e podem unir-se aos partidos políticos como movimento cívico e educar sobre o processo eleitoral, passando informações incentivando amigos e colegas a votarem e participar nas atividades voluntárias eleitorais”, acrescentou o colega, Alcino Sousa.
Segundo os estudantes, a credibilidade do processo eleitoral depende de eleitores bem informados e de instituições imparciais, capazes de assegurar a lisura das eleições, afirmando que o voto consciente é fundamental para que cada cidadão assuma a sua responsabilidade cívica e contribua para mudanças positivas na sociedade.
No entanto, o papel da comunicação social no processo eleitoral também mereceu destaque no “Podcast Voz do Amanhã”. Para os estudantes seria uma forma de contribuir também para a informar com verdade, bem como para a mudança de mentalidade.
“A comunicação social deve promover debates para que haja o conhecimento claro daquilo que são as questões latentes ao processo eleitoral. A comunicação social também deve desmentir boatos e combater as fake news, e incentivar os jovens a procurarem fontes seguras de informação, e quando a comunicação social age destas circunstâncias, ela passará a ser credível aos olhos dos eleitores”, precisou.
Nesse sentido, apelam à realização de campanhas eleitorais equitativas e transparentes, que promovam o esclarecimento da juventude e reforcem a democracia em São Tomé e Príncipe.
