Cerca de 30 profissionais da administração pública são-tomense, concluíram a formação de reforço de competências em financiamento climático, mobilização de recursos e parcerias estratégicas, no âmbito do projeto CapacitaClima+, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A acção que envolveu formadores de algumas instituições internacionais, inicou com 32 formandos, mas apenas 28 concluíram com sucesso a formação.
“Foram um grupo extraordinário e vale a pena o Estado apoiá-los, dando condições para que possam ser criativos e desenvolver as suas ideias. É assim que teremos uma administração pública mais motivada e funcional, capaz de servir os são-tomenses”, frisou o formador, David.
O programa focou-se em áreas como Priorização de projetos de clima e biodiversidade, Formulação, gestão e avaliação de propostas, Transparência climática e governação, e Envolvimento de jovens, mulheres e grupos vulneráveis.
“Que esta formação não se perca com o término da sua vigência. Os conhecimentos aqui adquiridos não deverão ficar apenas por aqui, mas devem ser implementados de forma efetiva nos locais de trabalho”, afirmou a diretora do Ambiente, Sulisa Quaresma.
O CapacitaClima+ resulta da colaboração entre o PNUD, o Ministério das Finanças e Economia (Direção de Planeamento) e o Ministério do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável (Direção do Ambiente e Ação Climática).
“A ideia é que este conhecimento seja disseminado em todos os setores, e não que apenas os técnicos formados sejam detentores do conhecimento. É preciso multiplicar esta capacitação para que todos os setores sejam beneficiados”, apelou o diretor nacional de Planeamento do Ministério da Economia e Finanças, Helmute Barreto.
Durante a formação, os participantes puderam também elaborar alguns projetos, que foram desenvolvidos ao longo do curso.
O representante do PNUD, Adérito Santana, ressaltou que após a formação os profissionais terão “os instrumentos e ferramentas necessárias” para atuar de forma mais eficaz em suas funções.
“Esta formação fez com que os técnicos de diversas instituições públicas terminassem com uma bagagem sobre as mudanças climáticas. No meu caso, que não trabalho diretamente na área do clima, foi extremamente enriquecedor”, disse uma das formadas, Melanie Pinto.
