O Governo e instituições parceiras reuniram-se no Conselho Nacional de Proteção Social, para redefinir estratégias para atender de forma justa e equitativa as famílias vulneráveis e reduzir os problemas sociais, que segundo o Governo, tem aumentado consideravelmente no país.
“Estamos a falar de um número acrescido de pessoas, [em] que cada dia o flagelo e os problemas sociais vão aumentando […] estamos a falar de um número que aumenta consideravelmente”, referiu o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Joucerli Tiny dos Ramos, durante a reunião realizada na terça-feira.
O ministro sublinhou que muitos problemas estão identificados, por isso defendeu o envolvimento das várias partes para se encontrar as melhores soluções.
Entre os parceiros, destacam-se as agências da ONU, nomeadamente o UNICEF, que tem vindo a apoiar o governo na luta contra a pobreza e reafirmou o seu compromisso em continuar a apoiar o país.
“O objetivo central é proteger todos os são-tomenses contra o impacto negativos de riscos e vulnerabilidade, com atenção especial aos mais pobres e mais vulneráveis, especialmente as crianças vivendo com deficiência”, afirmou a representante adjunta do UNICEF para São Tomé e Príncipe, Debora Nanja.

O governo tem apoiado mais de 5000 famílias e prevê ainda um aumento de beneficiários face as dificuldades crescentes, ao mesmo tempo considera a necessidade de os mesmos encontrarem outras alternativas para saírem da pobreza.
O Conselho Nacional de Proteção Social, um dos mecanismos criados em 2017 para melhorar as medidas de proteção dos mais mais vulneráveis e tem em curso a sua segunda estratégia 2023-2027.
“No âmbito de implementação desta estratégia tem-se registado alguns progressos encorajadores, nomeadamente; adoção do decreto-lei que regulamenta o cadastro social único, a institucionalização do conselho nacional de proteção social, a implementação do mecanismo nacional de prevenção e gestão de crises, a realização de transferências monetárias condicionadas a 5000 agregados familiares em situação de pobreza extrema e adoção de políticas sensíveis a infância integrando uma abordagem de ciclo de vida”, afirmou o primeiro ministro, Américo Ramos, .
