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PNUD capacita mulheres com técnicas de prevenção e gestão de conflitos em período eleitoral

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Governo, promoveu um workshop para capacitar mulheres em técnicas de prevenção e gestão de conflitos durante o período eleitoral, a fim de reforçar o papel das mulheres na promoção de processos eleitorais mais pacíficos, inclusivos e credíveis.

A iniciativa enquadra-se nos esforços de preparação para as eleições presidenciais previstas para julho de 2026. A sessão de abertura foi presidida pela Ministra da Justiça, Assuntos Parlamentares e Direitos das Mulheres, Vera Cravid e pela Representante Residente Adjunta do PNUD, Negar Arefi.

“A prevenção de conflitos eleitorais não é apenas uma tarefa das instituições do Estado. É uma responsabilidade partilhada que envolve comunidades, lideranças locais e organizações da sociedade civil, de forma muito especial mulheres e jovens. As são-tomenses têm demonstrado, ao longo dos anos, um papel determinante na promoção do diálogo e da coesão social”, disse a Ministra da Justiça, Vera Cravid.

A Representante Residente Adjunta do PNUD , Negar Arefi, ressaltou que “investir no empoderamento” é “investir na paz, democracia e desenvolvimento sustentável no país”.

“Durante esta palestra, vamos abordar temas essenciais, como o formato legal para as eleições, as cortes e manifestações de conflitos eleitorais, e as habilidades de mediação e negociação. É uma oportunidade para construir redes, fortalecer a solidariedade e garantir que as mulheres sejam integradas em todos os mecanismos institucionais e comunitários para a prevenção do conflito”, sublinhou Arefi.

O evento contou com a participação de líderes comunitárias, representantes da sociedade civil e de organizações femininas, que sublinharam a importância do workshop, destacando os aprendizados adquiridos.

“Vou ensinar as mulheres surdas como podem participar nas eleições e nos partidos políticos, pois todas temos direitos, para além das nossas deficiências”, referiu a presidente da Associação dos Surdos em STP, Heloisa da Costa.

“Eu aprendi coisas novas, pois não sabia que no processo eleitoral não devemos criar inimizades por causa dos partidos, mas sim unir-nos para batalharmos por um Governo excelente que nos represente”, sublinhou a representante da Associação Juvenil de Boa Morte, Jussara Monte Negro.

A Ministra da Justiça sublinhou que, apesar de constituírem a maioria da população no país, as mulheres continuam sub-representadas nos espaços de decisão, tornando indispensável a promoção da participação de todas.

“Promover a participação ativa e segura das mulheres e dos jovens nos processos eleitorais é, por isso, uma condição indispensável para a nossa democracia. Isso implica criar espaços de inclusão, combater a desinformação e prevenir a violência política e eleitoral”, acrescentou Vera Cravid.

“Hoje é notório que temos uma sociedade conflituosa. É necessário que existam pessoas capazes de intervir e construir diálogo no seio da família são-tomense, além de pessoas isentas que possam fazer a mediação”, citou a participante Maria de Cristo.

Entre os principais resultados esperados destacam-se o reforço das competências práticas das participantes em matéria de prevenção e gestão de conflitos, a elaboração de estratégias comunitárias de mitigação de tensões eleitorais e o lançamento das bases para a criação de uma rede nacional de mulheres mediadoras, com vista ao acompanhamento dos futuros processos eleitorais.

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