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Embaixada de Angola em STP abre livro de condolências em memória de Fernando Dias dos Santos

Nandó

A Embaixada de Angola em São Tomé e Príncipe anunciou a abertura de um livro de condolências, como forma de permitir que autoridades, membros do corpo diplomático, a comunidade angolana residente e a sociedade são-tomense em geral prestem homenagem em memória do falecimento de Fernando da Piedade Dias dos Santos, “Nandó”, destacado dirigente do partido MPLA e figura proeminente da vida política angolana.

De acordo com a representação diplomática angolana, numa nota de imprensa a que a RSTP teve acesso, o livro de condolências estará disponível na sede da Embaixada de Angola em São Tomé e Príncipe na segunda-feira, dia 22 de dezembro, no horário compreendido entre as 10h00 e as 15h00.

Ao longo da sua notável carreira, o malogrado serviu como Primeiro-Ministro de Angola, Vice-Presidente da República e Presidente da Assembleia Nacional, tendo igualmente desempenhado funções de relevo no comando da Polícia Nacional, no Ministério do Interior e nos Serviços de Informação”, lê-se na nota de imprensa.

Foi, assim, um dos principais arquitetos da construção do Estado angolano no período pós-independência, reconhecido como estrategista político e homem de Estado”, acrescenta.

Natural de Luanda, onde nasceu em 1950, “Nandó” filiou-se no MPLA em 1970, tendo participado em várias operações clandestinas contra o Exército colonial. Mobilizado em 1973 para o Exército português, viria a ser detido Centro de Instrução de Comandos de Luanda devido aos seus ideais nacionalistas. Um ano depois desertou, tendo partido para o Congo onde se juntou às fileiras militares do MPLA.

Fernando Dias dos Santos licenciou-se em Direito, em 2009, pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda.

Em reconhecimento ao seu percurso e contributo para a nação, o Governo da República de Angola decretou Luto Nacional no dia da realização do funeral.

Fernando da Piedade Dias dos Santos faleceu em Luanda, no dia 18 de dezembro de 2025, vítima de morte súbita, deixando um profundo sentimento de dor e consternação em Angola e junto das comunidades angolanas no exterior.

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