O Presidente da República afirmou que o país registou “sinais positivos de maior transparência na gestão pública, melhorias nos serviços essenciais”, e “início de uma trajetória de recuperação económica sustentável” em 2025, apesar das dificuldades que ainda persistem, como a crise energética e a escassez de água potável.
Durante 22 minutos da mensagem de Ano Novo, Carlos Vila Nova, destacou admitiu que o ano foi marcado por “dificuldades económicas, pressões sociais e incertezas de um mundo em constante transformação”.
“Continuamos a enfrentar problemas que há demasiado tempo condicionam o nosso desenvolvimento e o bem-estar das nossas famílias. Persistem dificuldades no fornecimento de energia elétrica, que falha tantas vezes quando mais precisamos. Mantenham-se limitações no abastecimento de água, ainda insuficiente em muitas comunidades”, afirmou.
O chefe de Estado, sublinhou ainda que “a educação requer mais qualidade, melhores recursos e maior estabilidade, a saúde “continua a exigir mais meios humanos, técnicos e infraestruturas adequadas”, e “as infraestruturas, sobretudo as estradas, vias de acesso, essenciais para a mobilidade de pessoas e bens, reclamam por investimentos urgentes”.
Por outro lado, o Presidente da República destacou ainda que, durante o ano, foi desenvolvido “um esforço consistente para criar melhores condições de investimento, estimular o empreendedorismo e reforçar o apoio às famílias e cidadãos que mais precisam”.
Segundo o chefe de estado são-tomense, as projeções apontam para uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) “na ordem de 2,1% em 2025, o que representa uma viragem significativa face aos anos anteriores de estagnação e marca o início de uma trajetória de recuperação económica sustentável, capaz de gerar mais oportunidades, mais investimento e mais esperança”.
“Os dados disponíveis até ao mês de novembro indicam uma inflação acumulada de 8,7%, prevendo-se que o ano termine com uma inflação homóloga não superior aos 10,9%, o que, a acontecer, representará o melhor desempenho desde 2021”, acrescentou.
Para Vila Nova, “estes resultados demonstram que as políticas adotadas estão a produzir efeitos concretos na estabilização dos preços e na defesa do poder de compra das famílias são-tomenses, reforçando a confiança no presente e no futuro do nosso país”.
O Presidente da República destacou outras ações adotadas pelo Governo, do primeiro-ministro, Américo Ramos, que o próprio escolheu em janeiro, contra a indicação da direção do partido mais votado, após a demissão do executivo liderado pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada.
Entre as medidas, Carlos Vila Nova apontou a redução do preço dos combustíveis por quatro vezes ao longo do ano, o ajuste salarial, bem como a assinatura de “financiamento adicional para o projeto de proteção social, resiliência e recuperação”, para “apoiar as famílias mais vulneráveis, promover a inclusão económica, incentivar o empreendedorismo e dinamizar atividades produtivas com foco na adaptação climática”.
“Que estas conquistas sejam celebradas, mas que sirvam, sobretudo, como inspiração para motivação para continuarmos a trabalhar com determinação e visão por um São Tomé e Príncipe mais forte, mais justo, mais próspero e mais digno para todas as gerações futuras”, apelou o chefe de Estado.
Carlos Vila Nova, que está no seu último ano de mandato como Presidente da República, sublinhou que trabalhou com “empenho para garantir a estabilidade democrática e fortalecer a confiança” nas instituições, “sempre em defesa do interesse nacional” e que “São Tomé e Príncipe conquistou maior visibilidade internacional”.
“Depois de 2025 ter sido um ano de lançamento de bases fundamentais para os próximos anos, 2026 exige que levemos adiante os esforços de modernização da administração pública, de promoção das energias renováveis, de valorização do turismo sustentável e de preservação rigorosa do nosso património natural, com ainda maior determinação”, declarou Carlos Vila Nova.
O discurso do Presidente da República, seguiu uma perspectivas diferente dos partidos da oposição que apontaram retrocessos, falta de autoridade de Estado e má governação que dizem prevalecer no país.
