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Dia do Rei Amador volta a ser presidido pelo primeiro-ministro e na presença de vários membros do Governo

O ato central do dia do Rei Amador voltou a ser presidido pelo primeiro-ministro e contou com a presença de quase metade do executivo, que exaltou a figura de Amador Vieira que liderou uma revolta, que segundo o primeiro-ministro representa “afirmação política e moral do direito à liberdade, à justiça e à autodeterminação”.

“Mais do que um episódio de confronto, aquela revolta foi uma afirmação política e moral do direito à liberdade, à justiça e à autodeterminação. Os seus impactos sociais e económicos foram profundos e duradouros, influenciando de forma decisiva o curso da história do arquipélago“, declarou Américo Ramos.

“O seu espírito de coragem, solidariedade e esperança atravessou gerações e permanece vivo naquilo que hoje designamos por santa humanidade, o sentimento profundo de pertença, identidade e orgulho nacional”, acrescentou, o chefe do Governo.

Durante o governo anterior liderado pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, o ato central do Dia do Rei Amdador sempre foi presidido pela ministra da Educação, Cultura e Ciência.

O novo primeiro-ministro Américo Ramos, que assumiu as funções em meados d ejaneiro de 2025, ressaltou a importância de o país seguir o exemplo deixado pelo Rei Amador na luta pela libertação.

“A memória de Amador Vieira deve inspirar o nosso presente e orientar o nosso futuro. Num mundo ainda marcado por desigualdades, exclusões e novas formas de injustiça, o seu exemplo desafia-nos a fortalecer o Estado de Direito, a promover a justiça social e a garantir que o desenvolvimento do país seja verdadeiramente inclusivo”, disse o governante.

O Governo voltou a reafirmar “o seu compromisso com a valorização da história, da cultura e da memória nacional”.

Continuaremos a apoiar a investigação científica, a preservação dos arquivos e a produção de conhecimento para que a história de São Tomé e Príncipe seja cada vez mais conhecida, estudada e escrita por São-tomenses”, prometu o primeiro-ministro.

A ministra de educação também fundamentou a figura histórica e reconheceu as discrepâncias em volta do mesmo nome.

“Terá nascido em São Tomé e Príncipe ou vindo da costa africana? Quem foi afinal o seu verdadeiro senhor? Quanto tempo durou a revolta? Semanas? Meses? Qual foi a data exata da sua morte? Há até quem questione a sua própria existência“, apontou Isabel Abreu.

Contudo, a ministra da educação, sublinhou que “o Rei Amador, rei dos angulares, rei dos escravos, como a si próprio se intitulava, ultrapassa qualquer controvérsia acadêmica ou tentativa de descrédito”.

Dia do Rei Amador, foi assinalado este com mais membros do Governo, e menos agentes da cultura, pois no dia 31 de dezembro, faleceu o escritor Francisco Costa Alegre, que ao longo dos últimos anos, apelou por maior participação do titulares dos órgãos de soberania neste ato.

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