Caso Maria Luemba: Ministério Público Português arquiva investigação por falta de indícios de crime

A adolescente angolana, Maria Luemba, de 17 anos, foi encontrada morta em sua residência em Aveiro, Portugal, no dia 12 de junho, num caso em que as autoridades apontam para o suicídio, enquanto a família diz tratar-se de homicídio e aponta um vizinho como o principal suspeito.

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O Ministério Público português decidiu arquivar a investigação relacionada com a morte da jovem angolana de 17 anos, Maria Luemba, encontrada morta em casa, em Sever do Vouga, distrito de Aveiro, em junho de 2025 alegando “não ter sido possível obter indícios suficientes da prática de crime”.

Segundo informação avançada pelo jornal Observador, o arquivamento ocorreu por “não terem sido encontrados indícios suficientes da prática de crime, após a análise dos elementos recolhidos no âmbito do inquérito”. As autoridades concluíram que não existem provas que sustentem a abertura de um processo criminal.

A investigação contou com diligências da Polícia Judiciária, incluindo exames periciais e recolha de informação no local. De acordo com o MP, os resultados não permitiram confirmar suspeitas de homicídio ou intervenção de terceiros.

A adolescente angolana, Maria Luemba, de 17 anos, foi encontrada morta em sua residência em Aveiro, Portugal, no dia 12 de junho, num caso em que as autoridades apontam para o suicídio, enquanto a família diz tratar-se de homicídio e aponta um vizinho como o principal suspeito.

A família justifica a sua posição, tendo em conta que o corpo de Maria Luemba foi encontrado pelo seu irmão de seis anos, amarrado e “com vestígios de sangue”.

“Ele chegou e encontrou a porta da casa já aberta. Ele subiu e o quarto da irmã estava aberto e então ele entrou. Quando ele entra depara-se com aquilo e então começa a bater na irmã para ver se a irmã está bem e depois se assusta quando vê o sangue no pescoço da irmã. Ele disse que a irmã tinha a corda no pescoço com sangue e tinha a mão amarrada”, relatou a avó em entrevista à TVI.

Apesar do arquivamento, o caso gerou forte comoção pública, sobretudo nas comunidades angolana e africana em Portugal. Familiares e ativistas têm manifestado discordância em relação às conclusões oficiais, defendendo que persistem dúvidas sobre as circunstâncias da morte e pedindo mais transparência no processo.

O Ministério Público Português esclareceu que o arquivamento não impede a reabertura do processo, caso surjam novos elementos relevantes que justifiquem a continuação das investigações.

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