Demora de socorro do INEM causa diversas mortes em Portugal- Ministério Público abre inquérito

O Ministério Público (MP) abriu um inquérito à morte de um homem de 78 anos, no Seixal, que morreu depois de esperar quase três horas por assistência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O caso está a gerar polémica e volta a colocar pressão sobre a resposta do SNS na Margem Sul.

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Três pessoas morreram esta semana em diferentes pontos de Portugal devido à demora no socorro do INEM, incluindo uma mulher guineense na Quinta do Conde, depois de esperar cerca de 40 minutos por assistência, um homem de 68 anos que morreu no mesmo dia em Tavira e um idoso de 78 anos no Seixal, após mais de uma hora à espera, casos que levaram o Ministério Público a abrir um inquérito.

O filho da idosa que morreu à espera de uma ambulância na Quinta do Conde, em Sesimbra, diz que ligou três vezes para o 112 devido ao estado de saúde da mãe. A mulher de 73 anos tinha estado internada há duas semanas devido a uma crise respiratória.

Gil Alves, filho da mulher guineense, contou que a mãe esteve internada entre 25 e 27 de dezembro com problemas respiratórios. Após a alta hospitalar, fez um tratamento “com uma bomba” durante três dias.

Em declarações aos jornalistas, diz que o cunhado lhe ligou enquanto estava a trabalhar a informar que a mãe estava “com falta de ar”.

O filho da vítima descreveu que  ligou “três vezes para o 112”. A primeira chamada não foi atendida. Gil conta que ligou uma terceira vez para “saber quanto tempo a ambulância demoraria a chegar”, uma vez que o estado de saúde da mãe estava a agravar-se.

“Disseram que seria uma ambulância de Carcavelos. Fiquei assustado, a minha voz começou a tremer (..). Percebi a distância enorme entre Carcavelos e a Quinta do Conde”, sublinhou.

Apesar de se encontrar na Margem Sul, os bombeiros acionados foram os de Carcavelos, a 35 quilómetros de distância. A ambulância saiu dois minutos depois da chamada, mas a distância levou à demora de 40 minutos.

O Ministério Público (MP) abriu um inquérito à morte de um homem de 78 anos, no Seixal, que morreu depois de esperar quase três horas por assistência do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O caso está a gerar polémica e volta a colocar pressão sobre a resposta do SNS na Margem Sul.

Segundo informação avançada pelo Ministério Público, foi igualmente determinada a realização de uma autópsia médico-legal para apurar as circunstâncias da morte. A situação ocorreu na terça-feira, na Aldeia de Paio Pires, quando o homem ligou para o INEM após sofrer uma queda.

FONTE: SIC NOTÍCIAS 

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