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PM diz que trabalha na “reforma estrutural” da EMAE para acabar com desvio de combustíveis

O primeiro-ministro disse hoje que o Governo está a trabalhar na “reforma estrutural” da Empresa de Água e Electricidade (EMAE), para acabar com desvio e outros “problemas graves”, incluindo o “excesso de trabalhadores”, mas o Governo tem sido condicionado pelas exigências de instituições parceiras.

“EMAE tem problemas graves. Problema de excesso de trabalhadores, de desvio de combustíveis, de excesso de trabalhadores”, declarou Américo Ramos, em reação à ameaça de greve lançada pelo Sindicato dos Trabalhadores da EMAE, por causa da crise energética que se vive no país há mais de cinco meses.

O primeiro-ministro defendeu que “é preciso trabalhar para redução dos custos”, “do roubo e das perdas” para resolver o problema energético.

“80% do combustível que é importado é entregue à EMAE e a Emae não Devolve. A EMAE consome, cobra os utentes e não há retorno”, disse o primeiro-ministro.

O chefe do Governo, sublinhou ainda a necessidade de reorganização interna da Emae e o reforço dos mecanismos de fiscalização e responsabilização dos envolvidos em práticas ilícitas, de modo a travar o desvio de recursos para fins alheios ao interesse público.

“Esse problema resolve-se com reforma e é preciso assumir a reforma […] temos que fazer reformas estruturais na Emae para evitar que haja desvio de combustíveis para outro fim”, declarou.

O primeiro-ministro defendeu ainda a necessidade de “reforma estrutural” na Emae para acabar com o roubo de combustíveis, mas disse que depende dos parceiros que condicionam exigindo a redução de custos e privatização da produção de energia e da gestão da Emae.

“Estamos a trabalhar com os parceiros, estamos a trazer tipos de produtos químicos específicos para colocar nos combustíveis para permitir que os combustíveis sejam diferenciados, estamos a trabalhar na utilização dos contadores nos caminhões e nas entrega, mas depende dos parceiros também”, disse o primeiro-ministro.

Américo Ramos disse que o Governo já recorreu às entidades policiais, estando em curso investigações sobre o desvio de combustíveis, a fim de se chegar ao fundo da questão, por isso apelou à população a denunciar situações ilegais de que tenha conhecimento.

“Os utentes, a população, os utilizadores também temos que ser polícia, temos que denunciar, não temos que aceitar porque prejudica a nós todos”, apelou.

O Governo sublinha que, em muitos casos, a população testemunha situações de roubo, mas opta por não denunciar, havendo mesmo situações de cumplicidade.

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