As autoridades são-tomenses celebram hoje o 105.º aniversário do poeta e geógrafo são-tomense, Francisco José Tenreiro, figura inaugural da história poética São-Tomense e considerado “o primeiro poeta africano de expressão Portuguesa”, cujo legado o Governo espera que seja seguido pela juventude.
A cerimónia, que decorreu na Biblioteca Nacional, reuniu ministros, diretores, professores e estudantes de todos os níveis académicos para refletir sobre valores e exemplos deixado pelo antigo poeta.
“Francisco José Tenreiro foi um cidadão intensamente comprometido com a arte, com o pensamento e com a dignidade humana, a sua poesia ultrapassa fronteiras, interpela consciências, denunciam silenciosos históricos e reafirmam o valor do homem negro e insular no contexto que grande e demasiado tempo, insistiu marginalizar”, referiu a ministra da Educação.
Isabel Abreu recordou ainda que, “Francisco José Tenreiro é considerado o primeiro poeta africano de expressão Portuguesa, sendo igualmente reconhecido como um dos grandes arquitetos da negritude da língua Portuguesa”.
“A sua poesia emerge o cheiro do cacau, o peso da chuva, o ritmo da terra e da alma profunda da gente destas ilhas”, acrescentou.

Neste memorial, o ponto alto foi o lançamento de uma coletânea de textos poéticos, escritos por jovens estudantes de todos os distritos do país inspirados na terra e nas obras do antigo poeta.
“É nesse espírito que surge a coletânea de textos poéticos hoje apresentados, […] feitos pelos alunos das nossas lindas escolas, trata-se de um exercício criativo, inovador e geracionalmente dialogante, que visa promover jovens escritores e incentivar os estudantes a apropriarem-se da performance da literatura que se expressa através da poesia”, concluiu Isabel Abreu.
A ministra de educação apelou também aos jovens para continuarem a progredir no conhecimento e imaginação, como futuros escritores, seguindo legados deixados pelo Francisco José Tenreiro.
Intelectual figura histórica e cultural de São Tomé e Príncipe e a Africa, nascido aos 20 de janeiro de 1921, estudou a geografia em Portugal, mas logo voltou as origens dando o seu contributo na formação da expressão lírica e livre, com publicação de diversas obras. Faleceu aos 31 de dezembro de 1963 em Lisboa, Portugal.
