Deputado Abnildo d’Oliveira abandona o partido Ação Democrática Independente

“É preciso organizar a sociedade, mas para isso, é indispensável que se reestruture primeiro as forças políticas.”

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Rádio Somos Todos Primos

O deputado Abnildo d’Oliveira renunciou a militância do partido Ação Democrática Independente (ADI) com efeito a partir do dia 21 de janeiro, e devolveu o cartão de militante ao partido, segundo carta enviada ao presidente da ADI, Patrice Trovoada.

“Para devidos efeitos […] na qualidade de membro do partido Ação Democrática Independente (ADI), venho humildemente comunicar a minha desfiliação, com efeito a partir do dia 21 de janeiro do presente ano 2026, pelo que, devolvo o cartão de militante”, lê-se numa carta do deputado enviada hoje ao presidente da ADI.

Em entrevista à Rádio Jubilar, na semana passada, o deputado esclareceu as razões fundamentais que o levou a abandonar da sua antiga unidade política.

“Eu tenho o compromisso com a questão de integridade, e o segundo aspeto é o compromisso com a minha responsabilidade política. Neste meu posicionamento, permite a direção da ADI eleger um novo vice-presidente que entenda e esteja alinhado a política da direção, porque de um tempo [pra cá], eu entendi que enquanto vice-presidente da Assembleia Nacional, estava desalinhado com as políticas da ADI”,expressou, Abnildo d’Oliveira.

Abnildo d’Oliveira revelou que o seu maior objetivo em abandonar o partido político não é obtenção de interesses pessoais, mas sim de congregar todos os são-tomenses.

“Não restam dúvidas, que há necessidade de congregar o país todo, para resolvermos os problemas que existem […], se não reconciliarmos entre nós, partindo das organizações políticas que têm a responsabilidade de definir políticas concretas para a população, vamos continuar nos próximos 50 anos a dar passos de caranguejos”, advertiu o deputado.

Questionado sobre a ideia que circula atualmente de ser convidado a ser embaixador da China, a figura respondeu.

“Quero dizer que nunca recebi esse convite, isto não corresponde a verdade e São Tomé e Príncipe já nomeou o novo embaixador”, negando a questão.

O deputado admitiu que está “num momento de reflexão” e assumiu que está “a pensar seriamente na possibilidade de criar um partido”, desistindo assim de concorrer à presidência da ADI, mas também não tem intenção de atacar o partido nem o seu presidente, Patrice Trovoada.

Militante do partido Ação Democrática Independente desde 2003, Abinildo Oliveira, realizou formação superior no estrangeiro durante cinco anos e regressou ao país em 2008.

No ano seguinte retomou à política partidária e ocupou diversas funções na ADI, no Governo e na Assembleia Nacional, onde foi vice-presidente.

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