A Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família está a realizar uma ação de formação aos técnicos, coordenadores e supervisores do Programa Família Vulnerável, que irão participar na Campanha da II – Recertificação e Expansão do Cadastro Social Único em São Tomé e Príncipe.
Segundo a direção, o inquérito tem como principal objetivo a recertificação dos dados das cerca de cinco mil famílias atualmente beneficiárias do Programa Família Vulnerável, bem como a atualização geral do Cadastro Social Único.
“Essa recertificação serve para saber em que estado as famílias estão, se elas evoluíram ou não, como elas estão […] para sabermos realmente quem vai permanecer e quem vai ser retirado do programa”, explicou Ernestina Neves, salvaguarda do programa Família Vulnerável.
Com a realização deste inquérito, serão igualmente abertas inscrições para novas pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade que pretendam integrar no programa, permitindo assim alargar o apoio social a quem dele necessita.
“As outras pessoas que se sentirem vulneráveis e querem fazer parte do programa, elas devem se inscrever para fazer parte do cadastro”, afirmou Ernestina Neves.
A formação visa dotar os técnicos de métodos e técnicas adequadas para a identificação e abordagem das populações mais vulneráveis, garantindo um levantamento de dados mais rigoroso, inclusivo e fiel à realidade social.
“Essa formação vai ajudar muito […] porque na recolha dos dados as mães que são de facto vulneráveis não se aproximam”, sublinhou Filipa Quaresma, coordenadora distrital de Lembá.
A Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família sublinha que a atualização do Cadastro Social Único é essencial para assegurar maior transparência, eficácia e equidade na atribuição dos benefícios sociais, contribuindo para o reforço da proteção social e a melhoria das condições de vida das famílias em situação de maior fragilidade.
