Aproximadamente 15 mil pessoas, maioritariamente jovens, participaram na ‘Marcha da Liberdade 2026’, no dia 3 de fevereiro, em homenagem aos mártires do massacre de 1953, segundo o Instituto da Juventude que esteve na mobilização de instituições de ensino, associações juvenis, igrejas, órgãos de comunicação social e plataformas digitais.
Em declarações à RSTP, o diretor do Instituto da Juventude, Calisto Nascimento, destacou o forte trabalho de mobilização levado a cabo para garantir a adesão massiva dos jovens à iniciativa.
Segundo o responsável, foram criadas várias equipas de mobilização que atuaram em diferentes frentes, incluindo estabelecimentos de ensino secundário como o Liceu Nacional, o liceu de São Marçal, o liceu Maria Manuela Margarido e o Liceu de Mé Xinhô, com o apoio das associações de estudantes e da coordenação do desporto escolar.
A mobilização estendeu-se também aos distritos, com o envolvimento da associação AJURT em Cantagalo e da Associação dos Jovens de Caué, além do apoio de outras organizações juvenis, como CNJ e os escuteiros das igrejas católica e adventista.
Calisto Nascimento sublinhou ainda o recurso às plataformas digitais, através de parcerias com jovens influenciadores digitais, nomeadamente criadores de conteúdos no TikTok, bem como a divulgação nas redes sociais do Instituto da Juventude.
A iniciativa contou igualmente com a colaboração dos órgãos de comunicação social, incluindo a Televisão São-Tomense, a Rádio Nacional e a Rádio Jubilar, que difundiram spots publicitários, além de uma parceria com a empresa Spaut, gestora da rede Dobra24.
“A Marcha da Liberdade 2026 foi um sucesso, conseguimos ter aproximadamente 15 mil jovens a marchar em memória dos heróis da liberdade, mesmo num momento em que o país atravessa sérios desafios que podem colocar em causa valores como o respeito, a união, a estabilidade, a solidariedade e o amor à pátria”, afirmou.
Para o diretor do Instituto da Juventude, a forte participação demonstra que a juventude são-tomense compreende o significado das lutas em defesa do bem comum, embora considere necessário reforçar o interesse dos jovens pela história nacional.
“É preciso encontrar um fator comum que possa unificar os jovens em prol do desenvolvimento da nação e que mais jovens se interessem pela nossa história, procurando conhecer as verdadeiras causas que estiveram na origem do massacre de 1953”, acrescentou.
No final, Calisto Nascimento deixou uma mensagem de agradecimento à juventude de São Tomé e Príncipe pela adesão à iniciativa e pela participação na Marcha da Liberdade 2026.
