O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau considerou hoje que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) está a antecipar o próprio funeral com a liderança de Timor-Leste.
A posição do órgão da Guiné-Bissau que substituiu o parlamento com a tomada de poder dos militares consta de um comunicado lido pelo porta-voz Fernando Vaz, em reação às mais recentes posições do Presidente e do primeiro-ministro de Timor-Leste, aos quais se referiu como uma “dupla de charlatães”.
De acordo com as informações avançadas pela DW, Fernando Vaz antevê “um funeral antecipado da CPLP” que, disse, está a ser dirigida pelos dois responsáveis timorenses, a quem não reconhece autoridade moral.
Timor-Leste assumiu a presidência da CPLP depois de a Guiné-Bissau ter sido suspensa da organização, na sequência do golpe militar de 26 de novembro de 2026.
O comunicado lido pelo porta-voz do Conselho e transmitido pela comunicação social guineense é uma reação às recentes declarações do primeiro-ministro de Timor-, Xanana Gusmão, que frisou que a Guiné-Bissau necessita de ajuda de países lusófonos para desenvolver a democracia e respeito pelos direitos humanos por ser “Estado falhado”.
Fernando Vaz afirmou que o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, “não tem autoridade moral” para considerar a Guiné Bissau como “Estado falhado”.
“As recentes declarações de Xanana Gusmão sobre a Guiné-Bissau não são apenas um erro diplomático, são delírio de alguém em decadência ao chamar o Estado falhado Guiné-Bissau uma nação soberana”, declarou.