O Governo lançou a primeira pedra para a construção de um parque fotovoltaico na localidade de Água Casada, distrito de Lobata, avaliado por 11 milhões de dólares e com uma produção estimada até 30 megawatts de energia para reforçar o sistema energético nacional.
A obra é financiada pelo Banco Mundial e insere-se no projeto de Acesso à Energia Limpa e Sustentável (AELS) e irá produzir inicialmente, cerca de 11 megawatts de energia limpa.
O coordenador do projeto, avançou que a central será implantada numa área de cerca de 25 hectares, onde serão instalados aproximadamente 30 mil painéis solares, reforçando a capacidade nacional de produção elétrica com recurso a fontes renováveis.
“O parque solar de Água Casada é aquele que tem a maior potencialidade na transformação do sector elétrico nacional”, sublinhou Miguel Pita, o coordenador do projeto AELS.
Durante a cerimónia, o primeiro-ministro, Américo Ramos, reconheceu que a aposta nas energias renováveis traduz uma mudança de paradigma no setor energético, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e criando condições para um crescimento económico mais sustentável.
“O projeto representa um passo decisivo no processo de transição energética do país”, afirmou Américo Ramos, sublinhando que a iniciativa visa “melhorar o acesso à eletricidade, aumentar a fiabilidade da rede elétrica e promover soluções energéticas mais eficientes e ambientalmente sustentáveis”.

Para o Banco Mundial a nova infraestrutura deverá gerar impactos positivos na economia nacional, quer pela criação de empregos na fase de construção, quer pelo reforço do fornecimento de energia às populações e às atividades produtivas.
“Acreditamos que o país está no rumo certo”, vincou Sandro Trigueiro, Representante do Banco Mundial.
Durante a cerimónia, o presidente da Câmara Distrital de Lobata apelou à colaboração de todos os munícipes e instituições locais para o sucesso do projeto, sublinhando que a concretização da obra depende do envolvimento coletivo e do sentido de responsabilidade da comunidade e do estado.
“É necessário nós pensarmos numa política mais responsável quando nós conseguimos financiamento internacional […] falo de nós enquanto estado, que ninguém tem o direito de travar um projeto desta dimensão”, apelou Euclides Buiu, presidente da Câmara Distrital de Lobata.