São Tomé e Príncipe manteve em 2025 uma posição intermédia no Índice de Perceção da Corrupção (IPC), alcançando 45 pontos em 100, ocupando a 70ª posição entre 182 países e territórios avaliados, segundo o relatório divulgado pela Transparency International.
De acordo o relatório, São Tomé e Príncipe consolida-se como um dos países mais transparentes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A pontuação manteve-se estável em relação a 2024, evidenciando uma estagnação nos esforços anticorrupção, mas ainda colocando o país à frente de membros da CPLP como Timor-Leste (44/100), Angola (32/100) e Brasil (35/100). Portugal (56/100) e Cabo Verde (62/100) lideram o bloco lusófono em termos de transparência.
O IPC, que mede a perceção de corrupção no sector público numa escala de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito transparente), mostra que a corrupção continua a ser um desafio global. A média mundial caiu para 42 pontos, a mais baixa desde que o índice começou a ser calculado, e mais de dois terços dos países registaram pontuações abaixo de 50.
Entre os impactos da corrupção estão serviços públicos subfinanciados, infraestruturas negligenciadas e menos oportunidades para os jovens.
Neste contexto, São Tomé e Príncipe destaca-se como um exemplo de relativa estabilidade e transparência na CPLP, reforçando a importância de políticas consistentes de governação e fiscalização.
Apesar da pontuação estável, o país mantém um posicionamento positivo na região lusófona, sinalizando esforços contínuos para preservar a confiança da população e de investidores no sector público.