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Balneário da Praia dos Tamarindos continua encerrado. Câmara esclarece que dívida envolve várias obras

O presidente da Câmara Distrital de Lobata, Euclides Buiu, esclareceu que a dívida de cerca de 500 mil dobras associada ao balneário da Praia dos Tamarindos que continua encerrado, não se refere exclusivamente à construção daquela infraestrutura, mas ao conjunto de obras executadas pela empresa GTC no local.

O autarca explicou o mal-entendido gerado após a divulgação de que o balneário se encontra encerrado devido a uma dívida, o que levou parte da opinião pública a interpretar que o valor em causa dizia respeito apenas àquela infraestrutura.

Segundo Euclides Buiu, a empresa GTC foi responsável pela execução de um projeto financiado pelo Japão, através do fundo de turismo, que incluiu não apenas os dois balneários, mas também a requalificação da estrada de acesso, obras de drenagem de águas, construção de bangalôs e instalação de chuveiros na praia.

“O valor em dívida não é apenas do balneário. Trata-se do total das obras realizadas pela empresa na praia dos tamarindos”, explicou o presidente da Câmara.

O autarca sublinhou ainda que não se trata de uma dívida isolada do Ministério do Turismo relativa à construção do balneário, mas sim de um montante global referente ao conjunto dos trabalhos efetuados pela empresa.

De acordo com Euclides Buiu, a retenção das chaves dos balneários tem sido o único mecanismo utilizado pela empresa para pressionar o Governo a regularizar o pagamento da dívida.

“A empresa até então não deu a chave dos balneários para a Câmara porque ainda tem essa dívida por pagar, mas pagando a dívida a empresa entregará as chaves”, afirmou.

Enquanto o impasse se mantém, o balneário continua encerrado, apesar da crescente afluência de turistas e banhistas à Praia dos Tamarindos, considerada uma das mais procuradas do distrito, o que causa preocupação à Câmara.

“Nós estamos preocupados enquanto poder local, com o alto número de população que recorre a esta praia nos finais de semana que fazem suas necessidades ao ar livre, isto é condenável por questões ambientais”, alertou. 

O presidente da Câmara reiterou o apelo para que seja encontrada uma solução que permita regularizar a situação, libertar as chaves e possibilitar à autarquia assumir a gestão do espaço, garantindo melhores condições de higiene e serviços aos utilizadores.

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