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Ké Morabeza assina memorando com Cabo Verde para reabilitar sede e preservar a cultura cabo-verdiana

A associação Ké Morabeza assinou um memorando com o Governo de Cabo Verde, garantindo financiamento para iniciar as obras de reabilitação da sua sede, com o objetivo de preservar e dinamizar a cultura daquela que é uma das comunidades mais antigas em São Tomé e Príncipe.

A informação foi avançada pelo presidente da associação, Nando Baessa, em entrevista à RSTP, acrescentando que “ainda este ano irá iniciar a reabilitação da sede”.

“Uma vez que a sede Ké Morabeza é um centro para promoção da cultura de Cabo-Verde, nós já assinamos um memorando com o Governo de Cabo-Verde, em que odinheiro já está em São Tomé na conta da embaixada e acredito que neste ano nós iremos conseguir o arranque da obra”, disse.

A associação que tem vindo a promover diversas ações no país quer “dinamizar a cultura de Cabo-Verde”, através da promoção de mais ações culturais”.

“A sede de Ké Morabeza, podemos considerar como a casa da cultura de Cabo-Verde. E em São Tomé a cultura de Cabo Verde está adormecida e é preciso nós dinamizarmos mais a sede para levar grupos culturais e não só para a sede, de modo a nós comerçamos a dinamizar mais a cultura de Cabo-Verde”, citou.

Nando Baesa recordou ainda sobre o projeto “Nha Kasa”, uma iniciativa que vai apoiar famílias, através da reabilitação de cerca de 14 habitações de idosos cabo-verdianos na comunidade de Portalegre, distrito de Caué, sul de São Tomé, orçado em cerca de 13 mil euros.

“Nesta primeira fase são os idosos, porque os idosos encontram-se numa situação muito difícil e é por isso que a Ké Morabeza posiciona-se aqui para ajudar esses idosos. Nós estamos a falar de idosos que enfrentam problemas, sobretudo de habitação. […] Eu acredito que em breve iremos fazer um lançamento oficial do projeto”, afirmou Nando Baessa.”, explicou.

Segundo o responsável, a associação já dispõe de um orçamento estimado em cerca de 13 mil euros para avançar com as intervenções, que incluem a reabilitação estrutural das habitações e a construção de casas de banho e cozinhas, com o objetivo de garantir maior dignidade e segurança aos beneficiários.

A primeira intervenção deverá arrancar na casa de Eulália Mendes, idosa residente em Portalegre, sinalizada como um dos casos prioritários.

“A casa que esses idosos cabo-verdianos vivem hoje não tem casa de banho e nem cozinha, além de estar em avançado estado de degradação”, frisou Nando Baessa.

Criada em 2007, a Ké Morabeza, oriunda do antigo grupo “Djunta Món”, tem como missão promover a cultura cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe e prestar apoio social aos antigos contratados e seus descendentes, muitos dos quais enfrentam atualmente dificuldades económicas e habitacionais.

Além do projeto “Nha Kasa”, a associação desenvolve ações de solidariedade social, nomeadamente a distribuição de cabazes alimentares a idosos, e promove iniciativas de formação dirigidas a jovens descendentes de cabo-verdianos, com vista ao reforço da inclusão social.

“Nós entregamos cabazes aos idosos e também promovemos várias atividades sociais nas comunidades” afirmou Nando Baessa.

Para a execução deste projeto, a organização conta sobretudo com o apoio da diáspora cabo-verdiana.

Apesar dos constrangimentos financeiros e da necessidade de reabilitação da própria sede, a associação continua firme e determinada.

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