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PR pondera queixa-crime contra pessoas e instituições que o difamaram no caso do ex-conselheiro

O Presidente da República disse hoje que pondera apresentar queixa-crime “contra a entidade e pessoas” que aproveitaram para o difamar, ofender e difundir informações falsas” sobre si aproveitando o caso da detenção do seu ex-conselheiro especial sueco, procurado pela Interpol.

Questionado pelos jornalistas, durante uma conferência de imprensa na Presidência da República, a que a RSTP não foi convidada, Carlos Vila disse que reage com normalidade às criticas.

“Eu reajo com normalidade, porque nós conhecemos quem são essas pessoas. Nós sabemos de onde provém esse tipo de atitudes. Vêm de círculos muito identificados, um grupo de pessoas que, ao contrário daquilo que devem fazer, colocar São Tomé e Príncipe em primeiro lugar, não passam da defesa de interesses de indivíduos e de pequenos grupos”, disse Carlos Vila Nova.

O chefe de Estado, disse que “a verdade a de vir à tona completamente” e não vê nos mecanismos de clarificar, seja que situação for, espaço para “a ofensa, a malcriadez e a falta de atitude e de respeito para com as pessoas”.

Eu pondero, considero a possibilidade de apresentar queixa, crime, contra a entidade e pessoas que aproveitaram da situação para difamar, ofender e difundir informações falsas a meu respeito“, declarou, sem citar nomes.

O Presidente da República afirmou hoje que o seu ex-conselheiro especial sueco, procurado pela Interpol por crimes graves, “tinha um registo criminal limpo” aquando da nomeação, em dezembro do ano passado, para trabalhar em projetos na saúde e segurança marítima no Golfo da Guiné.

“Como habitualmente, constava do processo conducente à nomeação o registo criminal do referido cidadão, emitido pelas autoridades suecas em 02 de outubro de 2025. No registo criminal, nada constava contra a pessoa em causa, ou seja, o mesmo tinha um registo criminal limpo, do qual não constava qualquer tipo de referência a eventuais condenações existentes sobre o mesmo”, declarou Carlos Vila Nova.

Na terça-feira, o diretor da Polícia Judiciária são-tomense, Domilzio Matos, revelou que o ex-conselheiro especial do Presidente era procurado pela Interpol “pela prática de crimes de ofensas corporais grave, detenção e uso de armas proibidas, violação sexual grave com recurso a administração às vítimas, contra a sua vontade expressa e mediante uso de força, de drogas incapacitantes da sua resistência”.

O homem detido no domingo, num hotel na ilha do Príncipe, foi entregue na tarde de segunda-feira ao Ministério Público, onde seguem os processos para a sua audição e consequente extradição.

Segundo uma fotografia do passaporte diplomático que circula nas redes sociais, o homem chama-se Carlsson Stig Karl-Magnus, nasceu em 08 de janeiro de 1964.

O passaporte diplomático tem a data de emissão de 05 de dezembro de 2025 e é válido até 04 de dezembro de 2030.

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