“Vieram geradores velhos, usados, pintados e que não correspondem aos 10 megas”- Raúl Cravid

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O diretor demissionário da Emae, Raúl Cravid, afirmou hoje que os quatro geradores adquiridos recentemente pelo Governo são “velhos, usados e pintados” e que “não correspondem aos 10 megas” de energia como anunciado.

Nas últimas semanas, o Governo são-tomense adquiriu quatro geradores, anunciando que são novos e têm capacidades para produzir 2.5 megawatts cada, mas Raúl Cravid pôs esta informação em causa.

“Vieram geradores velhos, usados, pintados e que não correspondem aos 10 megas que o senhor ministro falou. Correspondem apenas a seis megas e meio”, disse Raúl Cravid.

Cravid levantou dúvidas também sobre o custo dos quatro geradores, em comparação com os um milhão e oitocentos mil euros que custaram os seis geradores adquiridos pela Emae meses antes, que já estão a produzir seis megawatts.

O ex-diretor da Emae recordou que, no início da crise energética, após a saída da Tesla STP em agosto do ano passado, assegurou que a situação poderia ser noralizada em 60 dias, mas o ministro das infraestruras e o Governo anteciparam para 30 dias, recorrendo a geradores que recebidos em donativos, mas “foi um fracasso completo”.

“Vieram geradores velos, maltratados […] e estão lá feitos lixos”, disse Raúl Cravid, referindo que dois dos geradores nunca trabalharam e um funcionou por pouco tempo.

Raúl Cravid e a diretora comercial da EMAE foram exonerados pelo Governo no dia 20, segundo um comunicado do Conselho de Ministros divulgado esta semana, que indica ainda que em substituição nomeou como diretor-geral interino em acumulação com as funções de director-administrativo e financeiro, Posik do Espírito Santo.

O diretor demissionário da Empresa de Água e Eletricidade (Emae) responsabilizou hoje o ministro das Infraestruturas, Nelson Cardoso, pelo prolongar da crise energética, “por desconhecimento ou incompetência”, garantindo que apresentou propostas para manutenção e aquisição de geradores, mas o ministro não aprovou.

“A culpa é exclusiva do senhor ministro Nelson Cardoso, por desconhecimento ou incompetência, por não ter tomado as decisões em tempo certo […] eu fiz a minha parte, comuniquei na data exata quando devia comunicar, informei e disse o que é que se devia fazer”, declarou Raúl Cravid em conferência de imprensa.

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