Faleceu o Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, após ataques aéreos dos Estados Unidos da América, ação que levou o país a decretar 40 dias de luto e anunciar uma retaliação a Israel, bem como aos “seus aliados”.
O anúncio foi dado primeiramente pelo presidente Donald Trump, no sábado, que ressaltou que “Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, morreu”.
“Isto não é apenas justiça para o povo do Irão, mas também para todos os grandes americanos e para as pessoas de muitos países de todo o mundo que foram assassinadas ou mutiladas por Khamenei e o seu bando de capangas sedentos de sangue”, disse Donald Trump.
De acordo com as informações avançadas pelo Channel 12, canal de televisão de Israel, uma fotografia do corpo do aiatolá Ali Khamenei já tinha sido “mostrada ao primeiro-ministro israelita”.
O Irão prometeu retaliação e lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, portos e aeroportos no Golfo Pérsico, atingindo mais de 10 aliados de Israel e EUA.
Qatar, Bahrein, Kuwait e Emirados Árabes Unidos informaram que os seus sistemas de defesa aérea foram accionados para interceptar mísseis disparados por Teerão.
Um conselho interino foi formado para governar o Irão após a morte de Khamenei, incluindo o presidente Massoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, e o aiatolá Alireza Arafi. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, disse que um novo Líder Supremo será escolhido em “um ou dois dias”.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deixaram claro que almejam a troca de regime no Irão. Segundo Trump, 48 líderes iranianos morreram nos ataques e nove navios militares foram afundados. O Pentágono confirmou a morte de três oficiais americanos em combate.
Trump diz que foi procurado pela nova liderança iraniana e que está disposto a negociar. No entanto, avalia que a ofensiva americana deve durar quatro semanas.
França, Reino Unido e Alemanha dizem estar prontos para adoptar “ação defensiva” contra o Irão.
O primeiro-ministro britânico autorizou os EUA a utilizarem as suas bases militares na região. Reza Pahlavi, filho do último xá do Irão e uma das figuras de oposição mais proeminentes do país no exílio, voltou a apresentar-se como potencial futuro líder.
Ali Khamenei foi um político iraniano e clérigo xiita e serviu como Líder Supremo do Irão por quase quatro décadas.
A sua morte tem sido marcada por reacções dúbias, sendo, por um lado, celebrada e, por outro, lamentada por iranianos dentro e fora do território.