Familiares exigem esclarecimentos sobre recluso encontrado morto em Bem-Posta

“Da forma que ele estava, eu acho que ele não tirou a sua vida, mas sim foi espancado”, afirmou.

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A família de Edmilson Andrade, de 24 anos, pede esclarecimentos sobre o recluso da Cadeia Central encontrado morto na semana passada numa residência em Bem-Posta, no distrito de Mé-Zóchi, admitindo que o mesmo teria sido agredido e que denunciou perseguição de outros reclusos horas antes de ser encontrado sem vida.

Em declarações à TVS, o pai da vítima afirmou que recebeu uma chamada telefónica do filho por volta das 23 horas do dia anterior à sua morte, durante a qual o jovem relatou estar a ser perseguido por outros reclusos.

Segundo o familiar, Edmilson Andrade disse que, no momento em que se sentia ameaçado, tentou contactar por duas vezes o seu responsável. De acordo com o pai, o responsável terá informado que se encontrava fora do local e aconselhado o recluso a procurar um lugar onde pudesse esconder-se.

“O meu filho ligou-me a dizer que estava a ser perseguido pelos colegas”, relatou o pai, acrescentando que, na manhã de quinta-feira, recebeu a notícia de que o jovem tinha sido encontrado morto.

De acordo com informações avançadas pela família, o corpo foi encontrado numa residência em Bem-Posta, no distrito de Mé-Zóchi, onde o jovem estaria a tomar conta do imóvel.

O pai afirmou ainda que, ao ver o corpo, notou que o rosto do filho estava desfigurado, o que o leva a suspeitar que o jovem tenha sido espancado antes de morrer.

“Da forma que ele estava, eu acho que ele não tirou a sua vida, mas sim foi espancado”, afirmou.

A família também reclama que nem todos os pertences do recluso foram devolvidos, referindo que o telefone e o relógio do jovem continuam por entregar.

Segundo o pai, foi solicitado ao diretor dos Serviços Prisionais e de Reinserção Social que fosse realizada uma autópsia ao corpo de Edmilson Andrade. Inicialmente, disse, o responsável terá concordado com o pedido.

No entanto, na sexta-feira, a família foi informada de que já não seria possível realizar a autópsia e que a direção dos serviços prisionais iria assumir as despesas do funeral.

A família exige agora justiça e esclarecimentos por parte das autoridades sobre o que terá acontecido.

Contactados pela TVS, os Serviços Prisionais e de Reinserção Social indicaram que deverão pronunciar-se sobre o caso em breve.

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