PM diz que ex-conselheiro especial detido pela PJ não tinha “nenhuma referência ilícita”

Na declaração, Américo Ramos disse ainda que a questão está na alçada da Polícia Judiciária e dos tribunais, há separação de poderes, e não há nenhuma interferência do Governo neste processo.

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Rádio Somos Todos Primos

O Primeiro-Ministro, Américo Ramos, declarou hoje que o ex-conselheiro especial Ignacio Mena, procurado pela Interpol e detido pela Polícia Judiciária, não tinha “nenhuma referência ilícita”, e referiu que, após ter conhecimento de irregularidades relacionadas com o caso, procedeu de imediato à sua exoneração no mês de fevereiro.

As declarações do líder do executivo surgem depois da detenção do cidadão chileno Ignacio Purcell, procurado pela Interpol, na terça-feira.

“Em fevereiro fui alertado pelos órgãos internacionais de polícia [Organização Internacional de Polícia Criminal – INTERPOL] que o senhor Ignacio Purcell foi referenciado como tendo algum aspeto negativo no seu currículo ou procurado pela Interpol, e de imediato procedi à sua exoneração, a 12 de fevereiro, como conselheiro especial do primeiro-ministro”, disse o chefe do Governo numa conferência de imprensa.

Na declaração aos jornalistas, Américo Ramos explicou que Ignacio Purcell foi apresentado “como investidor e como alguém com capacidade, capaz de mobilizar investimentos para São Tomé e Príncipe”.

O primeiro-ministro explicou ainda que foram feitas diligências “junto da unidade da Interpol em São Tomé e Príncipe” e “foi confirmado que não havia nenhuma referência ilícita a Ignacio Purcell a circular nos serviços internacionais da polícia”.

Assim, em setembro Ignacio Purcell foi nomeado por Américo Ramos conselheiro especial do primeiro-ministro, confirmou o próprio, salientando: “A minha atuação inicial de nomear o senhor Ignacio Purcell está dentro das minhas competências constitucionais, por isso decidi, no espírito da minha busca de financiamento e investidores para São Tomé e Príncipe, prosseguir em conformidade”.

Na declaração, Américo Ramos disse ainda que a questão está na alçada da Polícia Judiciária e dos tribunais, há separação de poderes, e não há nenhuma interferência do Governo neste processo.

É o segundo caso de detenção de cidadãos estrangeiros que exerciam funções de conselheiros de Órgãos de Soberania de São Tomé e Príncipe.

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