A Associação das Mulheres Agricultoras Unidas de São Tomé e Príncipe (AMAGRU-STP) destacou no podcast “Mulheres na Liderança”, o papel do associativismo como um meio de fortalecimento e empoderamento das agricultoras nas comunidades.
A presidente da associação, Maria de Fátima, referiu que atualmente a AMAGRU-STP conta com cerca de 130 mulheres, distribuídas por 14 comunidades, sendo que cada comunidade possui um corpo diretivo composto por presidente, tesoureira e fiscal, responsáveis por apresentar dados e acompanhar o trabalho desenvolvido localmente.
Segundo a líder, o objetivo da associação é demonstrar o valor das mulheres agricultoras e incentivar outras mulheres a participarem.
“Nós estamos a lutar pelo pleno empoderamento das mulheres e eu acho que liderar uma associação no meio rural exige dedicação, boa vontade e capacidade para enfrentar as dificuldades no terreno. Ao longo do tempo que tenho estado neste percurso, adquiri muito conhecimento”, afirmou Maria de Fátima.
Em entrevista, a presidente falou também sobre alguns desafios iniciais na criação da associação. Sublinhou que houve resistência por parte de algumas mulheres e dos maridos, mas que, com o tempo, houve uma mudança de paradigma.
“Quando iniciámos a AMAGRU, enfrentámos grandes barreiras para conquistar a adesão das senhoras, e muitos maridos mostravam-se contra, mas com o tempo começaram a aceitar”, explicou.
Apesar destes desafios, a associação tem inspirado mulheres.
“Sinto-me feliz e ao mesmo tempo encorajada. Há obstáculos, mas, como mulher, devemos lutar sempre pela liderança e, juntas, mostramos ao mundo que as mulheres podem”, disse uma das associadas da AMAGRU, Maria de Lurdes.
As agricultoras aproveitaram a ocasião para apelar ao governo que dê mais atenção aos agricultores, com destaque para as agricultoras, que, segundo a presidente, são “os motores da economia nacional”.
Maria de Fátima concluiu com apelo as mulheres a “não terem receio”.
“Nós da AMAGRU percorremos o terreno para agrupar as senhoras no nosso meio, mostrar que somos capazes e sem medo de nada. O lugar da mulher é onde ela quiser”, concluiu.
