O Primeiro-Ministro, Américo Ramos, reagiu hoje às acusações de Raul Cravid, que acusou o Governo de comprar geradores “velhos e usados”, referindo que “não responde” a acusações feitas por um ex-diretor e, que existem instituições próprias para proceder ao esclarecimento.
A declaração foi feita hoje, cerca de um mês após as acusações do ex-diretor da EMAE, Raúl Cravid.
Questionado pela imprensa, na sequência da visita realizada às universidades públicas, Américo Ramos recusou-se a prestar declarações.
“Quem falou foi o ex-diretor. Se fosse o diretor, eu responderia. É um ex-diretor a fazer uma comunicação, pelo que não poderei responder a um ex-diretor. Se há alguma dúvida sobre os geradores, existem instituições próprias, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e, caso o processo tenha ocorrido de forma normal, a Polícia Judiciária, se houver necessidade de investigação nesta área”, disse.
Raúl Cravid acusou o Governo de ter recebido, alegadamente, quatro geradores como novos, acrescentando que os mesmos são antigos e encontram-se pintados, não correspondendo aos 10 megawatts anunciados pelo executivo são-tomense.
“Vieram geradores velhos, usados, pintados e que não correspondem aos 10 megas que o senhor ministro referiu. Correspondem apenas a seis megas e meio, e não vou falar do custo destes geradores. Um dia saberão”, afirmou o ex-diretor da EMAE, numa conferência de imprensa.
Na sequência das declarações, o diretor demissionário acusou também o ministro das Infraestruturas de prolongar a crise energética por desconhecimento ou incompetência, referindo ainda que, na altura, apresentou propostas para a manutenção dos geradores, as quais foram rejeitadas.