Abate ilegal de árvores cresce em Caué e Lembá e pode ameaçar título de Reserva da Biosfera – PM

Américo Ramos realçou ainda a necessidade de preservação das florestas também pela sua importância na economia do país.

Ambiente -
Rádio Somos Todos Primos

O primeiro-ministro alertou que o abate ilegal de árvores têm crescido nos distritos de Caué e Lembá, e outras regiões e poderá comprometer o título de Reserva Mundial da Biosfera da Unesco atribuído ao país no ano passado, pelo que o Governo continuará a adotar medidas contra a desflorestação.

“Em todos os distritos do país as áreas florestais estão a perder o terreno” afirmou Américo Ramos, no sábado 21 de março, durante o ato central do Dia Internacional das Florestas, que decorreu no distrito de Lobata, sob o tema “Florestas e Economia”.

A chefe do Governo sublinhou que “os cortes ilegais de árvores estão mais acentuados” nos distritos de Lembá e Caué, com “aumento de número de madeiras ilegalmente cerradas e apreendidas pelas autoridades”, ameaçando o título de Reserva Mundial da Biósfera da Unesco atribuído ao país no ano passado.

“Será muito triste se nós perdermos este título, se nós continuarmos a desflorestar o país”, alertou o primeiro-ministro.

Américo Ramos realçou ainda a necessidade de preservação das florestas também pela sua importância na economia do país.

“No nosso país, os produtos florestais não lenhosos têm uma importância elevada para a economia familiar, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional, mas também para se obter rendimentos necessários para a sobrevivência de muitas famílias”, disse Américo Ramos.

O primeiro-ministro disse ainda que o Governo já adotou “leis e políticas” e implementou projetos “destinados à preservação das florestas”, acreditando no sucesso do combate a desflorestação com o apoio dos parceiros.

O Dia Internacional das Florestas foi instituído em 2012 pela Assembleia Geral das Nações Unidas com o objetivo de sensibilizar governos e populações para o papel fundamental das florestas no planeta, desde a regulação climática até à proteção da biodiversidade e dos meios de subsistência.

A ministra do Ambiente, Nilda da Mata, apelou a um maior envolvimento da população na proteção das florestas, defendendo o reforço da fiscalização e da consciência ambiental face ao aumento do abate ilegal. 

“Cada um de nós podemos contribuir sendo guardiões, alertando as instituições competentes caso verificamos alguma situação de abate ilegal de árvores”, vincou Nilda da Mata.

Por sua vez, o presidente da câmara distrital de Lobata, Euclides Buiu manifestou preocupação com os efeitos das mudanças climáticas, que, segundo afirmou, já se fazem sentir com impacto direto na agricultura local.

“As mudanças climáticas já estão a afetar diretamente os agricultores, com impactos negativos na produção e na economia local”, disse o presidente da câmara distrital de Lobata.

O evento serviu ainda como espaço de reflexão sobre a relação entre a conservação das florestas e o desenvolvimento económico sustentável, num contexto em que São Tomé e Príncipe foi distinguido como a reserva mundial da biosfera.

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