O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) condenou o uso de força excessiva e disparos na sequência das manifestações ocorridas na passada quinta-feira, 26, na localidade de Bobô-Forro, e alertou o Governo de que “a detenção e a intimidação” não são os meios de resolução para problemas sociais.
“Condenamos o uso de força excessiva, disparos e várias prisões registadas ontem por parte das autoridades nessas comunidades, para dispersar cidadãos que clamam por dignidade. […] A solução para problemas sociais não é a detenção nem a intimidação, mas sim o diálogo e o cumprimento das promessas eleitorais”, disse Américo Barros.
A população de Bobo-Forro manifestou-se nesta quinta-feira contra o estado de degradação das vias de acesso. O líder do MLSTP sublinhou ainda que é legítima a indignação da população, face aos desafios que comprometem a comunidade.
“É legítima a indignação da população de Bobo-Forro, Madalena até Desejada, que há mais de quatro anos sofre com a falta de água e a degradação total das estradas, que há muito comprometem as condições de mobilidade, isolam as comunidades e asfixiam a economia dos moradores locais”, disse o presidente do partido.
Em conferência, Américo Ramos ressaltou também sobre as denúncias do ex-diretor-geral da EMAE, o qual referiu que os geradores obtidos pelo Governo estavam velhos e apenas pintados. O lider do MLSTP exigiu que as autoridades procedam de forma imediata a uma auditoria, com a audição do ex-diretor e do ministro das Infraestruturas no Parlamento, para esclarecimentos.
“As graves denúncias tornadas públicas pelo ex-diretor da EMAE, que acusa diretamente o ministro das Infraestruturas de adquirir geradores velhos e apenas pintados, são de extrema gravidade. […] Diante de tudo isso, o MLSTP exige uma auditoria imediata e independente a este processo de compra, exige igualmente que as autoridades competentes possam aferir a veracidade das acusações e pondera chamar tanto o ex-diretor da EMAE como o atual ministro das Infraestruturas para uma audição no Parlamento”.
O MLSTP apelou ainda veementemente ao Governo, para que tudo faça para retomar as obras de reabilitação e concluir as referidas estradas, conforme estabelecido.
